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Crises que vêm e que vão

Às vezes, sinto que a vida é uma crise constante e é por causa das crises que a vida segue em frente, toma novos rumos, traça novos caminhos. Elas nos forçam a fazer aquela parada estratégica no posto Ipiranga para ir ao banheiro, reabastecer o carro e comer alguma coisa na lojinha de conveniência.

Sabemos que as paradas são necessárias, mas são chatas, porque nos forçam a sair da zona de conforto, nos deixam irritados por termos que gastar os neurônios que já estão cansados com a rotina. Afinal de contas, o banheiro é fedido, o combustível é caro e a comida da loja de conveniência é cara e ruim.

Finais de semestre e de ano são os períodos mais difíceis para mim. Acho-me ridícula, vejo-me com um monte de tempo gasto para nada, sinto-me um lixinho por não ter feito melhor e por não me sentir valorizada. Nunca estou satisfeita. Nunca!

Sempre acho que poderia ter feito muito mais, que sou fraca, que deveria ter feito diferente. Sou uma reclamona de marca maior, porém tento me desafiar de vez em quando para tentar mudar, tentar melhorar. Caramba! Acho que é isso que cansa!

Se ficasse de boa fazendo o mais do mesmo e o basiquinho para sobreviver, não ficava com cara de ostra por aí triste com a situação atual.

Aceitar as coisas da forma como elas são, ou tentar mudar para se sentir mais satisfeita ou não? Encostar a cabeça no travesseiro e descansar ou encostar a cabeça no travesseiro e pensar no que foi feito e no que deverá fazer? Descasar para continuar ou ficar exausta até achar uma solução que dê satisfação, pelo menos por um tempo?

Chega de mimimi… Vou lá ler e estudar!

Obs.: Sobre a foto, esse percurso cheio de pedras é a vida. E não sabemos voar. Então tem que pisar nas pedras sim e tem que calejar o pé sim.

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O frio e suas vantagens

Sei que muita gente que mora nesse “país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza”, ama o calor de 40°C pra cima que faz nessa terra, mas não é à toa que existem as estações do ano, né?! Elas devem servir para não morrermos de tanto calor, nem de tantas folhas secas, nem de tanto frio, nem de tantas flores.

Os movimentos de rotação e translação existem e, com eles, o dia e a noite e as estações do ano, certo?! Há anos (uns bilhões, mais ou menos) vivemos assim! E nossos corpinhos aprenderam a se adaptar a essas mudanças. À noite descansamos (mentira, eu prefiro trabalhar de madrugada) e de dia trabalhamos (só gastamos tempo com isso) e etc. (e sobra um nadinha de tempo pra isso).

Então, nada mais justo do que termos estações com temperaturas diferentes e, consequentemente, pessoas com suas preferências. Cada uma tem a sua! Pronto! Vivaaaaaaaaaaa! \o/ Festejemos e não briguemos! =D

Já tivemos meses de inferno, então, agora serão os meses de inverno. Com cobertores, meias, moletons, pantufas, cachecóis, luvas, toucas e muita tremedeira no ponto de ônibus. Não adianta “gritar” nas redes sociais. É inverno! Ponto!

“Mas Paula, por que você gosta de frio?”

  1. Não passo mal e minha pressão não cai (no calor, vivo mole).
  2. Saio do banho como se tivesse tomado banho de verdade e não suando como se nada tivesse acontecido.
  3. Saio de casa e chego ao meu destino inteira e cheirosa.
  4. Ao contrário do que dizem, as pessoas não ficam mais elegantes, elas ficam mais coloridas, juntando todas as roupas que esquentam, sem se preocupar com a combinação das cores (eu sou assim).
  5. Não precisa ligar o ar condicionado, levar choque térmico o dia inteiro e passar dias resfriada ou com rinite atacada (eu quase não pego gripe no inverno).

Estas são algumas das razões apenas.

Pronto, gente! Desabafei! Obrigada e não briguem com o amiguinho que gosta do frio, tá?!

Beijocas❤

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Cabruuum!

Sim, essa é uma onomatopeia de trovão utilizada em quadrinhos. No entanto, também é o nome do nosso (do Victor, meu namorado, e eu e mais um monte de colaborador maravilhoso) novo projeto que tem como meta falar sobre criatividade. A criatividade de autores, editores, artistas, diagramadores, designers, coloristas, todos envolvidos no processo de criação de um livro, um mangá, uma HQ e companhia.

Cabruuum! para nós significa o estalo que aquela ideia maravilhosa faz quando surge em nossa cabeça. Então, queremos conversar com aqueles que têm esses estalos e compartilhar com os leitores do site como funciona esse processo criativo.

Cabruuum! é texto, é foto e é vídeo!

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Beijo imenso e super empolgado!

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Produtividade, qualidade e ética

Aos 18 anos, fui apresentada a um mundo completamente diferente daquele em que eu costumava viver. Consegui um emprego e vi como as coisas funcionam dentro de uma empresa.

Amizades surgem, assim como “inimigos não declarados”. Logo descobrimos quem trabalha e quem está lá com outros objetivos. Vimos quem faz de tudo para as coisas darem certo e quem só está lá. Conhecemos quem quer aprender mais com os outros e quem só está lá.

Muitos assumem inúmeras funções, que normalmente não deveriam ser todas deles. Muitas funções assumidas são de superiores, que acabam transferindo afazeres seus para seus funcionários para ter mais tempo para apenas estar na empresa e receber o salário no final do mês ou no quinto dia útil, né?!

Infelizmente, quem trabalha muito e trabalha feliz acaba sendo visto com maus olhos por aqueles que não querem trabalhar direito e gostariam que todos fossem como eles para que a moleza deles ficasse disfarçada.

Devemos exaltar aqueles que trabalham de verdade e agradecer muito por todas as ações. A meritocracia deve existir. Aqueles que se esforçam devem ser reconhecidos. Só assim os que nos puxam para baixo por não terem a mesma vontade de fazer as coisas direito serão reconhecidos.

Justiça também se faz assim!

Confesso que não sou todos os dias a pessoa mais produtiva, mas sempre busco oferecer o melhor que posso e estudar para melhorar e não ficar estagnada. Assim corremos atrás da qualidade para nos satisfazermos e oferecer algo bom para o próximo. E a ética é trabalhada diariamente, em cada passo, em todas as ações. TODAS! De falar bom dia a agradecer por um favor, de elogiar o café a arrumar a mesa de trabalho coletivo.

E assim caminho… Com crises constantes, porém para frente.

Aquela dos 30

Uma música nunca bateu tanto com a realidade!

A começar pelas primeiras frases da canção “Hoje já é quinta-feira / E eu já tenho quase 30”. Confira:

Aquela dos 30

Sandy

Hoje já é quinta-feira
E eu já tenho quase 30
Acabou a brincadeira
E aumentou em mim a pressa
De ser tudo o que eu queria
E ter mais tempo pra me exercer

Tenho sonhos adolescentes
Mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
Tenho discos de 87 e de 2009
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem

Hoje já é quinta-feira
E há pouco eu tinha quase 20
Tantos planos eu fazia
E eu achava que em 10 anos
Viveria uma vida
E não me faltaria tanto pra ver

Tenho sonhos adolescentes
Mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
Tenho discos de 87 e de 2009
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem

Tempo falta
E me faz tanta falta
Preciso de um tempo maior
Que a vida que eu não tenho toda pela frente
E do tamanho do que a alma sente

Tenho sonhos adolescentes
Mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
Tenho discos de 87 e de 2009
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem

Tenho sonhos adolescentes
Mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
Dou valor ao que a alma sente
Mas já curti Bon Jovi
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem

Já é quase meia-noite
Quase sexta-feira
E me falta tanto ainda

Agora cante novamente e acompanhe o vídeo!

Muito legal! ^^

Saudades da escola

Muitos dos meus alunos estão naquela época gostosa da escola, no ginásio, sabe?! E eles aparecem com as mochilas abarrotadas de livros e cadernos e estojo e outros materiais.

Quando peço para fazer lição de casa, eles costumam reclamar e falar que estão cheios de coisas para fazer, que têm trabalho, prova, lição etc. Digo que eles só sabem reclamar e dou risada.

Às vezes eu chorava de tanta coisa que tinha para fazer, meus pais ficavam preocupados com meu desespero, mas eu simplesmente amava a rotina da escola. A – MA – VA!

Sinto muita falta de colocar meu uniforme impecável, de separar meu material na noite anterior, de verificar minha agenda e de limpar minhas canetas (isso ainda faço). Só não decidi ainda se sinto falta de acordar cedo, mas acho que faz parte do pacote de saudades da escola.

Sempre fui nerdona, caxias e dedicada, porém falava para caramba e conversava com todo mundo. Era uma nerd modificada, entende?! Tinha, inclusive, habilidades nos esportes. Era difícil eu reclamar de algo e, quando reclamava, era de alguma injustiça ou por que queria fazer algo diferente e a escola não deixava.

Era uma aluna pró-ativa e sempre disposta a ajudar. Alguns me chamavam de puxa-saco, mas eu não ligava e me divertia todos os dias. Vivia a escola intensamente, não tinha celular para me deixar mais preocupada com o WhatsApp e o Facebook do que com minhas melhores amigas e meus professores que estavam ao meu lado pessoalmente todos os dias.

Para fazer trabalhos, íamos uma na casa da outra e ligávamos para a casa da amiga para conversar. Tenho memórias maravilhosas! E sinto falta de cada momento, dos bons e dos ruins também, responsáveis por me tornarem uma pessoa melhor, sabendo o que era certo e o que era errado.

Colégio Mater Amabilis e ETE Lauro Gomes, muito obrigada!