Muitas histórias

Três histórias em três idas e/ou voltas do metrô Consolação para a Rua da Consolação e vice-versa.

1ª metrô-rua: Saí da estação e vi uma fila imensa nessa região. Bexigas azuis, adultos, jovens, crianças, homens e mulheres. Não descobri o que era e estava sem saco de perguntar. No HSBC Belas Artes (cinema), fui comprar o ingresso para ver Verônica (como disse que faria), mas desisti, quando vi que no mesmo horário começaria O leitor (depois, maiores detalhes). Resultado: mudança de planos. Ficaria lá até muito, mas muito tarde. Então, resolvi comer algo.

2ª rua-metrô: Voltei procurando alguma coisa gostosa para comer. A fila, imensa ainda. No caminho, vi um monte de gente passando com um milkshake de ovomaltine. Resultado: fui até o Bristol (shopping), achei o Bob’s, gastei R$ 8 e comprei 500 ml + cobertura extra. Delícia! Será que vou engordar? Juro que isso nunca passa pela minha cabeça. Como mesmo e to pouco me importando.

3ª metrô-rua: A fila, igualzinha. Não agüentei e perguntei o que estava acontecendo. Jurava que estavam distribuindo empregos, porque a fila estava enorme. Você não ta entendendo o tamanho da coisa, não é? Tava enorme, enorme. Como se fosse fila para pegar hóstia (isso é com H mesmo?) diretamente da mão do papa ou do Barack Obama. Coisas do tipo, compreende? Resultado: a Metropolitana (rádio) estava dando passaportes para o PlayCenter o dia inteiro. Ou seja, pelo tamanho da fila, que deve ter sido o mesmo o dia todo (e olha que já eram 20h), o povo realmente necessita de diversão e não tem dinheiro para isso. Preços mais baixos, please! O cinema, por exemplo, no Shopping Bourbon custa até R$ 30, por causa daquela sala IMAX, 3D, óculos doidos, conforto e o cara*** à quatro! Eu só vou no HSBC de quarta, pago R$ 4, e no Espaço Unibanco de quinta, pago R$ 2,50.

Essa história não acaba por aqui. Como estava com lombriga e desejo de milkshake de ovomaltine do Bob’s, logo que saí alegre e contente do shopping veio um menininho coma desculpa de estar vendendo chiclete:

“Compra chiclete, tia?”

Eu mal-humorada por saber qual pergunta ele faria logo em seguida a minha resposta: “Não quero, obrigada!”

“Me deixa tomar um pouco?” (claro! Depois você me devolve, tá?)

“Acabei de comprar!”

“Só um golinho?”

Eu: “…” e fui.

Peço desculpas pela maldade, mas eu tinha acabado de comprar, no more Money e ele nunca pediria uma bolacha do meu pacote nem um gole da minha água. E eu não gosto de chiclete.

Descobriu o lado sombrio de Paula, é? Juro que se tivesse um terço do conteúdo, eu dava, porém, estava cheio, cheinho, lotado. Não dá!

Calma! Relaxa! Respira! Vamos lá!

 

OBS: No próximo post… Comentários sobre o filme The Reader de Stephen Daldry com Kate Winslet, Ralf Fiennes e David Kross.

OBS2: Sai do cinema, o mundo estava caindo, molhei meu pé, peguei ônibus lotado, não consegui ver o resultado do jogo do Palmeiras na televisão do boteco, tive que ouvir o jogo do Corinthians e fizeram um gol quando liguei o mp3. É mole ou tá bom?

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