“Esse cheiro que você está sentindo é do ralo…”

Os melhores filmes são aqueles que causam sensações fortes. Não que Jack, o estripador ou qualquer outro ligado à sexta-feira 13 ou extremamente sanguinolentos sejam consderados clássicos (alguns são), mas tô falando daquelas sensações profundas, muitas sem explicação. Certo?

O Cheiro do Ralo se encaixa nessa “classe de filme”. Não que ele seja o melhor filme que vi nos últimos anos, mas me fez questionar a solidão. Sim, a solidão que nos persegue, que causa problemas irreversíveis em muitas pessoas e que é essencial para outras.

Saindo do cinema (adivinha só, fui sozinha), fui caminhando da Augusta à Brigadeiro Luiz Antônio pensando sobre o personagem de Selton Melo (é com um “l” ou com dois?), Lourenço. Ele foi se isolando cada dia mais e pelo o que percebi, foi devido a sua profissão. Lourenço compra antiguidades e, para dar pouco pelas “tranqueiras”, teve que aprender a ser frio e não cair nas histórias de família, nas necessidades de dinheiro, nas ações implorativas (imploratórias, sei lá… acho que acabei de criar duas palavras). O problema é que essa frieza passou do profissional para toda sua vida pessoal.

Ele desmarcou seu casamento, sempre odiou sua mãe e criou uma obsessão pelo pai ausente, não tem amigos e “sua razão de viver” vira uma bunda. Mas não uma bunda qualquer, e sim a bunda de uma garçonete de um boteco. Ah, e sua força vital passa a vir do cheiro do ralo.

Lourenço tem uma vida de merda, entendeu? Hein? Cheiro do ralo -> merda. Hã? Então, a crise começa (mais ou menos, porque a coisa já tava feia), quando um cara, que foi vender um violino, diz que o cheiro vem dele e não do ralo.

Ok, chega! O papo tá muito cabeça!

Mas que bateu uma solidão depois, bateu. Não posso negar! Vou sempre sozinha nas coisas que mais gosto, ou seja, ninguém gosta do que eu gosto, ou seja, sempre irei sozinha a certos lugares, ou seja, ninguém vai me acompanhaaaaaaar… Buáááááááá! Que dramalhão!

Agora tá tudo bem! As crises e depressões são ligeiras! Eita nóis!

 

OBS: Beijomeliga, porque nunca tenho crédito, sou TIM e não OI. Ou seja, não sou uma ligadora! PONTO.

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