Domingo no cinema: a perfeição

Depois desse título com nome de tese de mestrado ou Trabalho de Conclusão de Curso ou então Iniciação Científica (o meu se chama Deliberados e Intuitivos: O Novo Jornalismo no Brasil. É horrível!!!), começo a contar meu domingo gostosinho de guloseimas e filmaços brasileiros.

Almoço clássico na Liberdade, com mamis e papis (olha que milagre!). A Lulu desistiu, André e Luca foram mais tarde e Leka sumiu, desapareceu, sei lá onde foi parar essa mulher… O menu do dia foi: Bifun e Takoyaki (se escreve assim é uma pergunta que não quer calar). E queria pagar tudo com VR, mas sabe como é, não é todo lugar que aceita. Minha irmã disse que um dia entrarei no cabeleireiro e perguntarei: “Aceita VR?”. Cinema podia aceitar. Já teria visto todos em cartaz assim!!! E o VR aumentou ainda… Virarei uma bola de basquete, ou de vôlei, depende do dia. (Nooooossa, que viagem!)

Depois, sai correndo para o Centro Cultural São Paulo. Mentira, não sai correndo, peguei carona com meu pai mesmo, então sai andando de carro e cheguei lá faltando seis minutos para começar o filme. Olha que exata que eu sou, seis minutos. O problema é que o ingresso tinha acabado… Buááááááá… E uma funcionária me ofereceu um ingresso para ver uma peça infantil. A conversa foi assim: “Acabram os ingressos para o filme!” “Jura?” “Pois é! Mas você não gostaria de ver a peça infantil?” “Peça? É de graça? (pergunta de pobre)” “Não, mas peguei dois para o meu filho e ele não veio.” “Jura? (como você pode perceber, eu duvido bastante das pessoas)” “Sim. Toma o ingresso!” “Poxa, obrigada!”.

Fui buscar água e voltei para ficar no final da fila, minha bolsa e eu, sem crianças comigo. Então vejo umas três pessoas dançando A lá lá o o o o o o o na bilheteria. Sim, estavam me chamando. Do nada surgiram mais ingressos para o filme. “Você faz mesmo questão de ver o filme?” “Sim! (pelo tom da pergunta, já duvidava se queria mesmo ver o filme, vá que acontecia alguma coisa com os espectadores)” “Você ainda está com meu ingresso?” “Sim!” “Então me devolve! Toma o do filme!”. Disse obrigada e sai correndo. Tinha acabado de começar (adoro falar/escrever isso). Demorei uns cinco minutos para achar um lugar num escuro do cacete, mas consegui. Ufa…

São Paulo S/A é sensacional! A direção é de Luís Sérgio Person, o filme é de 1965 com Walmor Chagas e Eva Wilma. Eu sabia que conhecia os dois, mas só fui saber o nome deles quando dei uma googlada. Minha cabeça é péssima para nomes.

São Paulo S/A conta a história de um rapaz ambicioso que quer de qualquer jeito ter uma carreira bem constituída, não se importando com sua família. O diretor também aproveita e conta a história da cidade quando chegam aqui as fábricas de carros. Cenas lindas da capital paulista: Sé, Viaduto do Chá e várias outras partes-símbolo daqui. Ótimas tomadas e atuação muito boa dos dois principais. Agora, comentário inútil: O Walmor era uma graça e a Eva também. Adorei os penteados, aquele volume imenso atrás. Lindo!

Depois de muito sofrer com os Locutores de Filmes do cinema gratuito do Centro Cultural, sai e vi uma fila para pegar ingressos para a segunda sessão do dia. Que filme era? Era Baile Perfumado, aquele da galera do Mangue Beat (uma de minhas paixões mais profundas!). A trilha é de Chico Science, Lucio Maia (da Nação Zumbi) e Fred 04 (do Mundo Livre S/A). O filme estreou em 1997 com direção de Paulo Caldas e Lírio Ferreira. Um libanês jornalista quer gravar um vídeo de Lampião e sua tchurminha. Para isso, tem que chegar até o capitão por meio das amizades do cangaceiro, fazendo trocas e correndo vários riscos. Nada é certo. Cada imagem, cada passagem aérea, cada coisa linda. E a trilha? Putz! Ótima! Recomendo muito. Demorei para ver, mas valeu muito a pena… Não deixe de ver, é uma ordem!

Quem vier falar mal do cinema brasileiro para mim eu mando para aquele lugar, hein!

Depois tive direito a um retorno para casa com classe, numa Mercedes ou num Volvo (não lembro): busão Terminal Grajaú na 23 de maio com um puta calor e um cara mala e doido atrás de mim com um radinho idiota alto pra cacete. Delícia! Pelo menos sentei!

Distribuí os primeiros exemplares do Zine Qua Non #9. Uma alegria só! Amo esse zine! É outra de minhas paixões mais profundas!

 

OBS: Quer quiser um exemplar, peça. Se tiver como ajudar a encher o caixa para a publicação do #10, agradeço. Se não, agradeço da mesma forma. Obrigado a todos, desculpem o incomodo e uma boa viagem. (Andar de ônibus traz seus traumas. Esse é um deles.)

OBS2: Ah, amo essa vida!

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