Reencontro

Sexta-feira, tendo que resolver várias coisas no trabalho e na faculdade e querendo fugir do mundo ou talvez simplesmente ir ao cinema, acabei saindo da Osesp às 22h.

Como sempre com muito medo por causa do horário, sai de lá quase que correndo em direção ao metrô Luz. Após passar a catraca, tranquilizei-me, entrei no último vagão com destino Jabaquara, abri meu jornal na parte sobre cinema, coloquei meu fone com Beirut tocando a todo vapor e fui me acalmando aos poucos, respirando e conseguindo pensar sobre o dia.

Chegando no Jabaquara, entrei na fila para pegar o Centro Sesc e lá fiquei entretida com meu mundinho cinematográfico com trilha sonora muito boa. Mas dentre tanta diversão silenciosa, percebi que o rapaz alto que estava atrás de mim fazia um air drums pesado e também se divertia em seu mundo com trilha sonora, mas muito mais agitada que a minha.

Alguns minutos se passaram, o ônibus chegou, estacionou, automaticamente as pessoas se ajeitaram, inclusive eu e, quando estava pronta para começar a andar, o rapaz alto que estava atrás de mim encostou em meu ombro esquerdo e disse: “Paula!” Eu, meio assustada (por sempre estar viajando na música e no que leio e prestando atenção no ônibus), já pensando em “quem poderia ser?”, olhei rapidamente para trás e percebi que era alguém que estudou comigo até a quarta série, que cursei em 1996. Não o via há muitos, muitos anos, desde que nos separamos por conta de mudanças de colégios e outras coisas normais da vida.

Não sei se ele lerá esse texto, mas não deu para não me lembrar disso: ele foi meu primeiro amor de escola. Pois é, eramos muito novinhos e nem compreendíamos essas coisas, mas me divirto recordando das corridas que apostávamos, das conversas que tinhamos em sala de aula que deixavam a professora alucinada, das brincadeiras nas Festas Juninas. Antes de qualquer coisa, eramos amigos e nos davamos muito bem. Ainda não falei nada disso para ele para não o deixar com vergonha ou causar qualquer outra impressão, porém sei que logo direi a ele que fiz um post no meu blog sobre nosso encontro surpresinha.

Não paramos de falar um só segundo. É, não é a toa que somos comunicadores, ele já formado e eu quase (falta apenas um semestre se tudo der certo, e vai dar!). Mesmo com tantas lembranças na cabeça, falamos mais sobre o presente e o passado mais recente (faculdade, empregos etc.). Isso foi legal! Nada de muito saudosismo! Ainda não perguntei também se ele lembrou de tantas coisas assim, como eu. Só sei que foi um reencontro mais do que inesperado e que me fez ficar bem feliz em meio a tanta bagunça de final de semestre.

Outra coisa que me fez sorrir também foi ouvi-lo me chamar de Paulinha ao nos despedirmos. Por que fiquei feliz? Porque quando alguém me chama de Paula ou é porque está me ofecerendo algum cartão de crédito pelo telefone, prestando qualquer outro serviço (tipo, banco, essas coisas), ou então ainda não pegou muita ou nem sequer o mínimo de intimidade comigo. Sinal de que muitos anos sem nos ver não atrapalhou tanto assim na hora da conversa.

Obrigada, moço!

Bom te rever!

Tudo isso só prova que o que tem que acontecer aconte e nem ficamos sabendo antes. Simplesmente acontece!

Daqui para frente é não perder o contato, continuar trocando e-mails, scraps e se comunicar pelo msn.

Adorei!

 

OBS: Ô, vida surpreendente! Valeu!

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5 comentários sobre “Reencontro

  1. Air Drumer da pesada (haha!) disse:

    Fuçador que sou, entrei por curiosidade no blog que estava no seu comentário do MSN e me deparei com esse post. Quando vi que o título era “reencontro”… bem, até meio presunçosamente (mas muito mais pela lógica de ser recente) achei que fosse do nosso reencontro! haha

    Foi muito legal te encontrar de novo, Paulinha… e eu lembro sim do nosso… hum… “fracassado romance” no começo da escola! Fracassado porque lembro que eu recebia as cartinhas no meio de todos os garotos e eles todos sabiam do que se tratava. Eu ficava ROXO de vergonha hahaha… e aí a minha reação era rasgar e jogar fora, pra provar que eu era “amigos dos garotos e não ia ter nada com uma garota!”. Olha que zé ruela! Eu lembro claramente de você ter desenhado nós dois em uma das cartinhas, ainda que eu não lembre to texto. Era bem simpática, mas menino jovem é bobo e eu gostava muito de andar com você, mas no auge da minha visão juvenil das coisas, não tinha malícia nem vontade nenhuma de me envolver com alguém do sexo oposto com algo além de ESPORTES, QUEIMADA e COMPETIÇÃO DE QUEM TIRA MAIS NOTA 10, hahaha. Amadureci pra relacionamento com sexo oposto super tarde e mesmo no ensino médio eu era bem contido com isso… fica mais com meus amigos mesmo =p

    Anyway, fiquei feliz em te ver de novo, adorei seu “eu atual”, seus interesses musicais, nossa formação relativamente comum e sua disposição pra conversar, que me cativou a não deixar a conversa morrer mesmo! E já vou agradecendo desde já por estar sendo um gentil “trampolim” pra eu assistir a maravilhosos concertos na Osesp, haha! Fico te devendo favores ou, no mínimo, um Milk Shake (não sei se gosta, mas eu adoro!) ou coisa parecida.

    Beijos e a gente vai manter contato com certeza =]

  2. Marcus Antonius disse:

    Tadinho…
    Fala pro cara que ele foi o primeiro amor na vida de alguém!!
    Imagine se ele morre sem saber disso??? Rsrsrs
    Beijos!!!

  3. Paula disse:

    Viu! Eu ia contar, mas ele foi mais rápido!
    Essas coisas que acontecem em nossas vidas são um barato! Adoro!

    Ai, eu quero milkshake!

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