Um início solitário

31 de dezembro de 2009.

Mais um ano terminou… Finalmente terminou. Pensei que 2009 nunca teria fim, isso porque foi ano de tcc, de rolos estranhos, coração maluco e solteirice crônica.

Como passar a virada em São Paulo, normalmente, é a morte para mim, resolvi ir para a Praia Grande, que considero minha segunda cidade por passar tanto tempo lá desde minha super infância.

Fui com meu tio. Minha tia e minha prima já estavam lá. Pensei que ficaríamos juntos na Praia Grande, mas eles resolveram ir para o Guarujá. Como minha vontade era ficar lá, no Boqueirão, querido Boqueirão, me recusei a ir para outra cidade.

Então à noite fiz minha última refeição do ano: talharim com molho branco e refrigerante. É, minhas habilidades culinárias são bem limitadas.

Faltando 15 minutos para 2010, sai da kit net e caminhei junto com centenas de pessoas para a praia, carregando apenas meu celular, para receber possíveis ligações e mensagens, a chave de casa e uns trocadinhos.

Sozinha vi o colorido dos fogos, sozinha agradeci por tudo à Iemanjá, inclusive os momentos tensos, sozinha pulei minhas sete ondas e sozinha caminhei pela areia, rindo da comemoração alegre dos outros. Não estava triste, apenas silenciosa e reflexiva.

Assim deveria ser e assim foi.

Às vezes me sinto meio maluca, pois tenho sensações que não identifico, sensações que me dizem o que irá acontecer, coisas que só fico sabendo quando acontecem. Por isso afirmo que assim seria e foi.

Por causa da chuva intensa que espalhou todo mundo que estava concentrado na praia e no calçadão, voltei para o apartamento e lá fiquei vendo tv e escrevendo até pegar no sono. Mais tarde fiz comida (acho que macarrão de novo) e assisti a Harry Potter e o Enigma do Príncipe (o qual não curti muito, mudaram demais a história do livro e é, até agora, o filme mais parado da série, sendo que deveria ser um dos mais tensos).

Foi um bom início de ano, eu garanto. Só não espero que sozinha eu fique 2010 inteiro, porque tenho pavor da solidão. Sou um ser altamente falante, comunicativo e fácil de endoidecer. Não que eu não precise de momentos assim, mas todos eu não aguentaria.

.

.

.

OBS: E já estava completamente apaixonada por Muse.

Anúncios

Um comentário sobre “Um início solitário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s