O nascimento de um leitor

Como nasce um leitor?

Após ler alguns textos inspiradores na internet (confira aqui, aqui e aqui), comecei a pensar como incentivar crianças, adolescentes e adultos a lerem. Difícil, não?! Tenho três casos em casa e obtive sucesso apenas em um: com minha irmã.

Assim como aconteceu comigo, aconteceu com ela. Comecei a ler de forma ininterrupta (com pausas apenas devido a grandes exigências por parte do trabalho e da pós) após ler Harry Potter e tudo o que era ligado à saga. Quando me via sem o próximo livro lançado por J. K. Rowling, corria para outras leituras que iam da literatura fantástica a livros de não-ficção, cabeçudos e teóricos.

Esse novo costume me transformou em uma devoradora de livros no primeiro ano da faculdade, o que me fez ler, praticamente, todos os livros-reportagem referência em pouco tempo. Ou seja, o interesse me fez ler em pé em ônibus e metrô lotados, andando para casa, pontos de ônibus e para a faculdade… Grandes autores me fizeram perder a estação e o ponto certos, me fizeram sentar no jardim do prédio onde moro por mais de 20 minutos para acabar um capítulo antes de entrar em casa, almoçar e jantar lendo (mesmo indo contra indicações médicas que afirmam que ler enquanto come faz mal para a vista).

Junto com a nova mania de Paula Cabral, veio a hipermetropia e o uso de óculos, o que deu um toque mais nerd ainda a essa leitora voraz de capas coloridas, palavras negras em folhas brancas e cor de pólen, autores famosos e desconhecidos. O que caia na mão era lido, assim como são todas as placas do comércio e disponíveis por aí. Talvez venha daí o cansaço mental constante. Meus olhos buscam incessantemente por sentido nas letras espalhadas pela cidade. Não para de jeito algum!

Voltando aos meus outros dois casos familiares, papai tornou-se um grande católico e leitor de tudo o que é religioso. Leituras difíceis e que exigem repetição. Já mamãe, não teve jeito. Não há Cristo que a faça ler uma obra de Machado de Assis, por exemplo. Apenas Ágape, do Padre Marcelo Rossi. E tenho como criticar? Claro que não! Toda leitura é super bem-vinda… É leituraaaaaaaaaaa… Todo e qualquer livro sobre qualquer tema pode ser o pontapé inicial fundamental para o surgimento de um novo leitor.

Dessa forma, jogando os preconceitos para debaixo do tapete, leiam e leiam… Escolham os autores preferidos, os temas mais estimulantes e mergulhem de cabeça nesse mundo maravilhoso das palavras.

É uma viagem sem volta, um vício maravilhoso.

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Obs.: Gastei mais de R$ 400 na Bienal do Livro e fiquei rindo por dias seguidos… XD

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