O desânimo do desentendimento

O Mestrado nos traz surpresas boas e péssimas. Não queria ser tão maniqueísta assim, mas é verdade, pelo menos nesse momento.

Uma colega (muito boazinha e dedicada) e eu resolvemos aceitar um baita desafio e ler A Invenção do Cotidiano – Artes de Fazer, de Michel de Certeau. No começo, ter os neurônimos provocados foi super estimulante, começamos a pirar a cada parágrafo, discutir loucamente sobre as ideias inovadoras de Certeau.

No entanto, o que poderia ser lindo até a última linha, virou um baita de um pesadelo e colocou em xeque a felicidade de uma mestranda que lê, lê e lê e entende as coisas bem. Pode até ter dúvidas, mas no fim acaba entendendo, depois de ler umas três vezes.

Esse Certeau me deu a certeza de que não tenho a capacidade de compreender textos complexos e de que não conseguirei fazer um bom percurso no Mestrado por ser uma pessoa mediana e que não compreende as coisas.

Deuses, o que que é isso?

No desespero, fui lendo e pulando os trechos que não faziam sentido algum, ou seja, capítulos e mais capítulos, e tentei pegar a essência das coisas. E quem é que disse que encontrava essa essência?

Bom… É isso aí? Estou morrendo de medo da apresentação de segunda-feira. É isso mesmo! Não bastasse ler o ininteligível, teremos que apresentar para uma sala cheia de mestres, futuros doutores e um professor que tem pós-doc.

É… Um momento sem juízo causando tantos problemas.

Que possamos colher bons frutos compreensíveis!

 

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