Saudades da escola

Muitos dos meus alunos estão naquela época gostosa da escola, no ginásio, sabe?! E eles aparecem com as mochilas abarrotadas de livros e cadernos e estojo e outros materiais.

Quando peço para fazer lição de casa, eles costumam reclamar e falar que estão cheios de coisas para fazer, que têm trabalho, prova, lição etc. Digo que eles só sabem reclamar e dou risada.

Às vezes eu chorava de tanta coisa que tinha para fazer, meus pais ficavam preocupados com meu desespero, mas eu simplesmente amava a rotina da escola. A – MA – VA!

Sinto muita falta de colocar meu uniforme impecável, de separar meu material na noite anterior, de verificar minha agenda e de limpar minhas canetas (isso ainda faço). Só não decidi ainda se sinto falta de acordar cedo, mas acho que faz parte do pacote de saudades da escola.

Sempre fui nerdona, caxias e dedicada, porém falava para caramba e conversava com todo mundo. Era uma nerd modificada, entende?! Tinha, inclusive, habilidades nos esportes. Era difícil eu reclamar de algo e, quando reclamava, era de alguma injustiça ou por que queria fazer algo diferente e a escola não deixava.

Era uma aluna pró-ativa e sempre disposta a ajudar. Alguns me chamavam de puxa-saco, mas eu não ligava e me divertia todos os dias. Vivia a escola intensamente, não tinha celular para me deixar mais preocupada com o WhatsApp e o Facebook do que com minhas melhores amigas e meus professores que estavam ao meu lado pessoalmente todos os dias.

Para fazer trabalhos, íamos uma na casa da outra e ligávamos para a casa da amiga para conversar. Tenho memórias maravilhosas! E sinto falta de cada momento, dos bons e dos ruins também, responsáveis por me tornarem uma pessoa melhor, sabendo o que era certo e o que era errado.

Colégio Mater Amabilis e ETE Lauro Gomes, muito obrigada!

Anúncios

Em um dia de 2009…

… estava fazendo um almoço musical com dois amigos queridos em casa.

Lembro que comemos pizza, aquelas que compramos no super mercado e só temos o imenso trabalho de enfiar no forno e comer.

Enquanto preparávamos e degustávamos esse prato dificílimo de se fazer, ouvíamos as cinco músicas que cada um dos três selecionou.

O Bruno começou e nos ofereceu:

1. Unreachable – John Frusciante

2. Cyclone – Dub Pistols

3. Judas – The Verve

4. The Sacriment – H.I.M.

5. The Velvet Glove – Red Hot Chilli Peppers

Sobre essa lista, infelizmente não me recordo das explicações do Bruno, mas sei que ele é fanzaço do Frusciante e do RHCP.

.

Logo em seguida, veio Felipe com:

1. Reckoner – Radiohead

2. If – Pink Floyd

3. Hallelujah – Jeff Buckley

4. It’s ok – Pearl Jam

5. True love waits – Radiohead

Sim, ele ama Radiohead e Hallelujah é uma das musiquinhas que tocam no Shrek, o primeiro filme. É triste, mas fiquei com essa memória. Sorry, guy!

.

E para finalizar, EU, com um pinguinho de música brasileira:

1. The Greatest View – Silverchair

2. Maracatu Atômico – Chico Science e Nação Zumbi

3. Crawling – Linkin Park

4. Chuva Negra – Hurtmold

5. Volcano – Damien Rice

Eu ainda não amava Muse. Nem conhecia os moçoilos direito. Mas ainda amo essas bandas… Sim, eu gosto de Linkin Park e ninguém tem nada a ver com isso! =D

.

Sinto que as pessoas ainda estão se perguntando: “Mas que p**** é essa se Almoço Musical?”

As regras são as seguintes:

1. Convide seus amigos mais queridos;

2. Peça para eles escolherem as músicas que mais os marcaram ultimamente ou a vida inteira (decidam entre vocês o número de músicas, quanto mais gente, menos músicas);

3. Inventem algo para cozinhar e comer enquanto cada um apresenta suas músicas e explica porque elas são tão importantes;

4. Deem muita risada e anotem tudo num papel para depois dividir com os amigos bobos que não quiseram ou puderam ir (adoro essa parte! Uahahahahaha…) e para você se lembrar depois e ouvir as musiquinhas.

.

Bom, acho que preciso fazer mais um desse aqui em casa, mas dessa vez com mais amigos participantes e legais, porque da outra vez só os irmãos apareceram, né!?

Quem topa?

Reencontro

Sexta-feira, tendo que resolver várias coisas no trabalho e na faculdade e querendo fugir do mundo ou talvez simplesmente ir ao cinema, acabei saindo da Osesp às 22h.

Como sempre com muito medo por causa do horário, sai de lá quase que correndo em direção ao metrô Luz. Após passar a catraca, tranquilizei-me, entrei no último vagão com destino Jabaquara, abri meu jornal na parte sobre cinema, coloquei meu fone com Beirut tocando a todo vapor e fui me acalmando aos poucos, respirando e conseguindo pensar sobre o dia.

Chegando no Jabaquara, entrei na fila para pegar o Centro Sesc e lá fiquei entretida com meu mundinho cinematográfico com trilha sonora muito boa. Mas dentre tanta diversão silenciosa, percebi que o rapaz alto que estava atrás de mim fazia um air drums pesado e também se divertia em seu mundo com trilha sonora, mas muito mais agitada que a minha.

Alguns minutos se passaram, o ônibus chegou, estacionou, automaticamente as pessoas se ajeitaram, inclusive eu e, quando estava pronta para começar a andar, o rapaz alto que estava atrás de mim encostou em meu ombro esquerdo e disse: “Paula!” Eu, meio assustada (por sempre estar viajando na música e no que leio e prestando atenção no ônibus), já pensando em “quem poderia ser?”, olhei rapidamente para trás e percebi que era alguém que estudou comigo até a quarta série, que cursei em 1996. Não o via há muitos, muitos anos, desde que nos separamos por conta de mudanças de colégios e outras coisas normais da vida.

Não sei se ele lerá esse texto, mas não deu para não me lembrar disso: ele foi meu primeiro amor de escola. Pois é, eramos muito novinhos e nem compreendíamos essas coisas, mas me divirto recordando das corridas que apostávamos, das conversas que tinhamos em sala de aula que deixavam a professora alucinada, das brincadeiras nas Festas Juninas. Antes de qualquer coisa, eramos amigos e nos davamos muito bem. Ainda não falei nada disso para ele para não o deixar com vergonha ou causar qualquer outra impressão, porém sei que logo direi a ele que fiz um post no meu blog sobre nosso encontro surpresinha.

Não paramos de falar um só segundo. É, não é a toa que somos comunicadores, ele já formado e eu quase (falta apenas um semestre se tudo der certo, e vai dar!). Mesmo com tantas lembranças na cabeça, falamos mais sobre o presente e o passado mais recente (faculdade, empregos etc.). Isso foi legal! Nada de muito saudosismo! Ainda não perguntei também se ele lembrou de tantas coisas assim, como eu. Só sei que foi um reencontro mais do que inesperado e que me fez ficar bem feliz em meio a tanta bagunça de final de semestre.

Outra coisa que me fez sorrir também foi ouvi-lo me chamar de Paulinha ao nos despedirmos. Por que fiquei feliz? Porque quando alguém me chama de Paula ou é porque está me ofecerendo algum cartão de crédito pelo telefone, prestando qualquer outro serviço (tipo, banco, essas coisas), ou então ainda não pegou muita ou nem sequer o mínimo de intimidade comigo. Sinal de que muitos anos sem nos ver não atrapalhou tanto assim na hora da conversa.

Obrigada, moço!

Bom te rever!

Tudo isso só prova que o que tem que acontecer aconte e nem ficamos sabendo antes. Simplesmente acontece!

Daqui para frente é não perder o contato, continuar trocando e-mails, scraps e se comunicar pelo msn.

Adorei!

 

OBS: Ô, vida surpreendente! Valeu!

Continue a Twittar…

Ok, confesso, viciei nesse treco! Mas é muito bom, a galera capricha nos posts de até 140 caracteres. Twitter é minha nova febre! Msn, tu já era! Brincadeirinha, não precisa ficar com ciúmes. Você continuará lá, do lado direito, lá embaixo, com a janelinha vermelha em frente ao bichinho azul, porque é claro que tenho a versão mais recente. Hahaha… Que ridícula que eu sou!

E minha memória de peixe de aquário? Já me auto nomeei Dori, peixinha azul com perda de memória recente do filme Procurando Nemo. Isso mesmo, aquela que fala baleiês.

Lembrei-me de uma cantora incrível e fiquei ouvindo o dia inteiro. Agora é hora de recomendá-la a vocês: Paula Cole. Baixem o cd This Fire! É de morrer de tão bom! Ela é ótima! (Tem no 4shared.com!)

Tenho uma surpresa para você, caro leitor, mas só ficará sabendo nos posts desse final de semana! Prepare-se para as super novas! Dica: Tem a ver com a Virada Cultural. Chega, já escrevi demais!

Estava eu desesperada por estar trabalhando e ainda ter que ficar até tarde para compensar zilhões de horas atrasadas, mandando pedido de socorro para todos que estavam no msn, perdendo a cabeça, quando alguém me liga me chamando para jantar. Quem é? FELIPE!!! Querido! A partir de hoje te amo mais, viu! Agradeço imensamente pela visita à Livraria Cultura, pelos pedaços de pizza, pela conversa mais que agradável e, antes de tudo, pelo convite inesperado. Adoro essas coisas!

Preciso de restaurantes antigos para visitar e contar a história. Ajude-me, caro leitor!

 

OBS: Sono e fome são estados constantes! Eu sou a prova viva disso!

Saudades e reencontros

Nossa, que maravilha é reencontrar pessoas que significaram/significam muito para mim, mas que de repente, por “n” motivos, às deixei fugir de meu alcance e nunca mais as vi ou mantive qualquer tipo de contato.

Eu passei boa parte de minha vida (nossa, quantos anos essa menina tem?) no maravilhoso Boqueirão da Praia Grande (se alguém ousar falar mal dessa cidade, vai ver comigo!). Então fiz muitos amigos por lá, tanto pessoas de São Paulo e outras cidades como de lá mesmo. Porém, como fui ficando mais velha (não crescendo, para evitar zoeiras por causa de meu tamanho) e as coisas foram mudando muito, a frequência de visitas diminuiu bastante.

Resultado: Me afastei por anos e só agora estou buscando a turma de que realmente sinto falta.

E com as maravilhas do MSN, as coisas ficaram muito mais fáceis. Bati o maior papo com o Hugo, caiçara fofésimo e alguém que ficará mais próximo agora (e de quem também ficarei mais perto), sem gastar nada com telefone, só pelo incrível mundo de MSN. Contei e li as novidades para/da Luanye e estou ficando mais contente ainda. ADORO TECNOLOGIA! (Mesmo ela me odiando e me sacaneando quase todos os dias!)

A moral da história é que não há mais motivos para ficar longe de quem se gosta e te faz bem. Devo ter por perto grandes pessoas, grandes companheiros, grandes amigos.

Na Pontifícia também foi assim, mas menos virtual. Pude abraçar pessoas queridas e até ganhei um mimo incrível da Dé, uma foto lindíssima do Johnny Depp que colocarei num quadro e pendurarei em minha parede. Hihi…

Adoro todos vocês que me fazem sentir saudades e conseguem matá-la quando nos encontramos. Amor imenso!

 

OBS: Ah, que leseira (é com “s”?)! Não consegui pensar um segundo sequer hoje! Até as palavras sairam trocadas e erradas, parecia que tinha bebido, e o pior é que nem vi alcoól hoje. Saco! Mas beleza! Minha vez tá chegando!