Crise, cansaço ou preguiça!

Finalmente cheguei ao quarto ano da faculdade de Jornalismo na PUC-SP. Entrei lá depois de dois anos loucos e insanos de cursinho. Não consegui entrar na USP nos dois anos em que prestei. No primeiro tentei Letras, fiquei por 20 ou 30 pessoas. No segundo, tentei Audiovisual já sabendo que não passaria. Precisaria de 68 pontos e tinha noção de que não era gênia (e ainda não sou). No final das contas, fiz 64 pontos na primeira fase.

Além disso tudo, em 2004 passei na Casper Líbero em Radio e TV. Não tinha grana para pagar e eles tinham abolido as bolsas. Em 2005, passei na Metodista para Radio e TV também. Mais uma vez não consegui bolsa e entrei em desespero. Chorei horas copiosamente. Depois veio o resultado do ProUni. Consegui entrar em Jornalismo na PUC-SP. Alguns dias ou meses depois veio o resultado da Unicamp. Passei em Midialogia em 15º lugar. Não fui para lá porque não tinha dinheiro para pagar a estadia, comida e tudo mais. Então resolvi de acordo com a vontade dos astros e da renda de minha família ficar em São Paulo e estudar na Pontifícia.

Entrar na faculdade depois de tanto estudo e esforço foi um sonho. Mas não tive aula tão cedo. “Entramos” em greve. Entre aspas porque fomos utilizados como massa de manobra pelo C.A. (Centro Acadêmico). Mal sabiamos o que estava acontecendo e tivemos que adiar a primeira semana de aula. Mas trote teve, é claro. Foi leve! Nada além de tinta, jornal e papel higiênico. Depois pedágio e muita cerveja, aquela que não bebi. Nesse dia já distribui fanzines. Queria descobrir um novo mundo, novos pensamentos, inclusive novos pensamentos meus, criados por mim.

Com o passar dos anos as coisas foram ficando chatas, os alunos cada vez mais voltados para o mercado e só isso. Não me excluo disso, mas ainda resiste aquela vontade imensa de produzir. Sinais disso: o fanzine ainda existe, esse blog vive e me dedico o máximo que posso ao TCC.

No primeiro ano, quase morei na PUC. No segundo fiz iniciação científica sobre Jornalismo Literário, mas o descaso da faculdade e da orientadora foram tão grandes que me desanimei quase que completamente no terceiro ano, quando comecei a trabalhar numa assessoria de imprensa e meu tempo de estudo foi drasticamente reduzido. Fui tirada do buraco por algumas belas palavras do Marcelo Tas numa palestra dada no Senac, porque a PUC não consida tantas pessoas legais assim para as mesas da Semana de Jornalismo. Mas não ponho a culpa neles, porque eu poderia ter organizado algumas e nunca me voluntariei para isso. Falta de tempo, desculpa preferida do paulistano.

Em outubro de 2008, mudei de emprego, fui para a Fundação Osesp. Mundo extremamente novo e encantador. Cansativo? Claro! Seis horas de trabalho pesam? Com certeza! Mas não tenho opção. Preciso do dinheiro e da experiência. O problema é que não consigo juntar tudo: faculdade, trabalho de conclusão de curso, trabalho, tempo para fazer os trabalhos em casa, vida social, tempo para dormir, comer, tomar banho (que é importante, não acha?), curso de espanhol, tempo para postar, ficar com a família, ver futebol, ir ao cinema etc.

Primeiro tirei algumas horas do sono, depois do lazer que tanto amo, depois do tempo com os amigos e família. Agora já deixo de ir à faculdade e me atraso constantemente no trabalho. Meu corpo não responde a muitos estímulos. Minhas leituras queridas estão atrasadas. Ler jornal? Quando? Das 22h às 5h?

E gastar cerca de 3 horas diárias com transporte público. Pego cerca de 3 ônibus, dois metròs e um trem para ir de um lugar para outro. Algo quase inumado ou sobre-humano (não sei se é assim que se escreve essas palavras). Sei que tem gente que sobre muito mais do que eu, mas minha energia está indo embora. Isso me desespera porque ainda é abril, tem muito chão para percorrer ainda.

Tento ser menos reclamona, mas as aulas estão péssimas. Ninhuém estimula o pensamento individual a não ser uns três professores. Os que mais gostava não estão mais comigo. Mal vejo meus amigos, mal consigo ir à biblioteca. Reclamar virou o verbo e odeio ser assim porque não posso descontar nas pessoas aquilo que sinto, elas não tem nada a ver com isso.

Estou em crise novamente, ou então ela é constante, o que eu acho que é mais provável.

E quando tenho tempo, como nesse belo feriado de Tiradentes (Obrigada, Inconfidente querido! Manda um beijão para a Marília de Dirceu, tá… Pro Tomás também!), só durmo, como e vejo tv. De preferência coisas bem fúteis como novela e Fantástico (acabou o BBB, o que me deixou extremamente chateada).

Queria morar numa casa no campo, semi sozinha (porque não suporto ficar sozinha por muito tempo), com computador, livros, cd’s, dvd’s, cadernos e canetas. Ar puro e tranquilidade. Talvez uma praia, mas teria o mar para me tentar. Mesmo frio, ele me chama e encanta.

Tentarei parar de me lamentar, transcrever a entrevista com o Leon Cakoff, ler minhas coisas, escrever mais dois trabalhos, não ter vida social, não chorar e viver.

 

OBS: Falta um pulo para eu alcançar a esquizofrenia, de acordo com o Fantástico.

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Nada, só nada

Sabe o que eu queria? NADA!

Ficar quieta, em minha cama, só isso!

Recuperar as energias, do corpo e da mente, ficar em paz comigo mesma e ouvir respostas, não todas, um só já ajudaria muito, muito mesmo.

Ontem teve CQC! Minha mãe ouviu minhas risadas lá de baixo (moro no terceiro andar de um prédio de cinco). Sempre escandalosa!

 

OBS: Agonia!

Que tal um dia com 34 horas?

Consegui levantar e ir para a faculdade. Era para estar lá às 9h 30 e cheguei às 10h 10, mas isso é um mero detalhe.

E bateu um grande desespero, pois, em 15 dias, não fiz nada para o meu TCC. Tinha que ir a dois restaurantes, entrar em contato, pesquisar a histórias deles e procurar fotos, mas não fiz nada disso. Não consigo fazer tudo o que deveria e isso me mata. 

Além disso tem as zilhões de outras preocupações que enchem a cabeça de titica. Assim não dá, assim não pode! (estilo Fernando Henrique Cardoso)

Para eu ser mais feliz, meu dia deveria ter 10 horas a mais. Cara, seria lindo, lindo mesmo! Postaria no blog, iria à faculdade, trabalharia, pesquisaria, comeria e, o mais importante, dormiria.

Tô velha! Não é possível!

 

OBS: Não paro de ouvir Radiohead! Ah, que beleza! Amo muito tudo isso! Voltem logo, por favor!

Paula? Que Paula?

Alguém me viu por aí? Não tô me achando!

O show foi incrível, quase morri, tô bem agora, mas tô exausta, exausta mesmo, mesmo, mesmo…

Percebi algo assustador também: meu TCC está mais parado do que trânsito sexta-feira às 18h ou antes de feriado. Cruzes! Tadinho! Preciso dar um gás nisso tudo, se não me darei bem mal e essa, sinceramente, não é minha ideia.

O almoço foi ótimo. Tudo o que meu corpo precisava. Rodízio de comida japonesa. Quase morri pela segunda vez na semana, mas foi ótimo. E ainda tem mais rodízio hoje. Aniversário da mamis!

MAMÃE, PARABÉNS!!! MUITOS ANOS DE VIDA E PACIÊNCIA PARA ME AGUENTAR. TE AMO DEMAIS!!! MUITO, MUITO, MUITO!!!

Nosssa, tô com uma vontade de sentar ou deitar e conversar até a energia acabar. Mas sabe aquelas conversas que não tem pé nem cabeça, que passa por todos os temas possíveis e imaginários? É dessas que quero! Adoro! Tô fazendo tantas coisas sozinhas que tô me sentindo assim, carente… Hahaha… Tô mals!!! Mas sobreviverei como sempre, não é!?

Ah, tô ouvindo muito Jorge Drexler e Julieta Venegas. Baixa aí, vale a pena para quem gosta de músicas em Espanhol. Ele é uruguaio e ela, mexicana.

Outra informação, estou escrevendo o perfil da grande Leka para uma matéria da facul, então, depois posto aqui. Ela está escrevendo o meu perfil, então depois coloco aqui também, mesmo se ela estiver metendo o pau em mim, falando mal pra cacete. Tuuuuudo bem! Compreendo!

Agora o deixarei em paz, caro leitor!

 

OBS: Agora tenho um emoticon do Marco Luque fazendo beijomeliga. Liiiiiiindo!!! Se quiser também, é só pedir.

OBS2: Falando em Luque, dia 9, segunda-feira, CQC volta. Puta que pariu, férias mais longas do caramba!!! Eles querem me matar de tédio, já entendi!

OBS3: Segunda também recomeçam minhas classes de español. Chique!!!

Só o pó

Eu desliguei hoje. Apertaram algum botão em mim e puntz… Apaguei! Credo, sensação horrível… E quando não consigo postar, fico mal. Viciei nisso aqui.

Na verdade, acredito que consegui criar a rotina e o costume de escrever diariamente e me sinto bem fazendo isso. Não por ser um desabafo diário, mas por conseguir me expressar, por tirar sarro de mim mesma e por ter pessoas interessadas em compartilhar esse universo que eu criei e que todos nós criamos para sobreviver.

Esse blog começou como uma ordem que dei para mim mesma, agora se tornou prazer e estou ficando cada vez mais segura e confiante em minhas palavras. Posso cometer vários erros de português, mas prefiro me arriscar, errar, receber criticas e melhor, sempre evoluir.

Tô sentimental, não é?! É que outras coisas me encheram de alegria essa semana também. Reencontrar pessoas que gostam de você, que conversam, que fazem planos e que estão felizes por estarem lá. Tá certo que ninguém ama acordar cedo, pegar trânsito, ir para a faculdade e ficar lá zumbizando, mas conversar com os amigos é sempre divertido.

Hey, Wonka! Quero ir à Fantástica Fábrica de Chocolate!

Hey, Wonka! Quero ir à Fantástica Fábrica de Chocolate!

E eu ganhei presentes incríveis. A Dé me deu uma WONKA BAR e WONKA BALINHAS QUE MUDAM DE COR. Sensacional! O chocolate é uma delícia indescritível. Podia vir com um Johnny Depp (Willy Wonka) dentro, juro que não reclamaria! E as balinhas mudam de cor mesmo. O mais engraçado foi minha mãe, minha irmã e eu, uma mostrando a língua para a outra para ver se tava de outra cor: “E aí? Já mudou?” “Não” “E agora?” “Ainda não!” “Ah, mudou, mudou!” “Eeeeeeeeeeeee”. Comemoração geral! Três antas! Hahaha…

Também ganhei Talento de chocolate branco com frutas vermelhas do Flávio. Adorei! Mas também tô achando que as pessoas estão querendo me engordar. Eu tô bem, viu!? Tô com meu peso certo, minha altura certa (se é que ter 1,55 m é certo), como bem (comer chocolate todos os dias significa comer bem, certo?), estou bem, só não faço atividades físicas regularmente, mas isso é mero detalhe. (Eu corro atrás de ônibus, para pegar metrô e trem todos os dias, isso vale?)

 

OBS: Por que canto alto quanto mexo no computador? Que efeito é esse que a internet tem em mim?

OBS2: Quem inventou essa expresão? “Tô só o pó” E “Tô só o pó da rabiola?” Como assim? Eu nunca vi o pó da rabiola. Pode ser porque nunca empinei pipa. Você sabe me explicar essa expressão?