Outra vez 10

Quando se é criança, acredita-se que a vida adulta será bem diferente, que a independência dos pais e o fato de ser grande (o que é bem relativo quando se trata de mim) são as coisas mais belas desse mundo.
Primeiro, não sou independente de ninguém. Não sei viver sozinha e não nasci para a solidão de qualquer tipo.
Segundo, o ser grande só nos afeta na altura mesmo (no meu caso, nem isso) e no aumento de responsabilidades (apenas para os responsáveis e não encostados), vai?!
Ontem as aulas do mestrado recomeçaram. E quem disse que a ansiedade que estava sentindo era diferente da ansiedade que sentia quando tinha 10 anos?
Canetas coloridas, cadernos fofinhos, régua, branquinho, nervosismo, estavam todos lá, fazendo-me companhia. A maior diferença daqueles tempos, querida década de 1990, para esses (tirando o cabelo que, modéstia à parte está muitíssimo melhor), é que como atividade de férias eu não tenho mais que fazer lições de português e matemática e colorir um desenho. Agora tenho que escrever artigos científicos, papers, fichamentos e projetos.
E essa sensação de que nada mudou tanto assim recai sobre mais e mais momentos. Praticamente todos os dias sinto que sou a mesma que enchia o saco dos meus pais perguntando se já estava na hora de voltar para a escola.
Será que isso é nerdice demais?

Me dá um abraço, Palmirinha?!

Até meus seis anos de idade, ficava na casa da minha avó enquanto meus pais trabalhavam. Meus dias eram muito tensos, tinha zilhões de coisas para fazer, entre elas, dormir, ver tv, comer, ir ao banheiro, pintar desenhos, brincar com as vizinhas, ficar no balanço, andar de bicicleta e aprender a assoviar com meu avô.

Quando sossegava um pouco, ficava na sala com minha avó vendo tv. Na programação da tarde, entre um desenho e outro, tinha sempre um programa para mulheres em que passavam receitas e mais receitas gostosas. Assistindo a essas mulheres todas, conheci uma velhinha muito simpática, graciosa e fofa. Essa vovó era a Palmirinha Onofre. Não lembro quando foi a primeira vez em que a vi na televisão, mas logo meu avô passou a imitá-la. E era “minhas amiga” para cá, “meu chocolate” para lá e muitas risadas, pois não era deboche, era simpatia pura.

Ainda não aprendi a cozinhar, porém sempre prestei atenção em tudo o que ela fazia e dizia. Preciso arriscar e fazer uma receitinha logo! XD

Cresci vendo camafeus maravilhosos, sorvetes lindos, bolos de dar água na boca! Só citei doces porque sou uma formiga em forma de gente, mas curto uma torta salgada caprichada também!

Cresci (não muito porque tenho apenas 1,55 m) e, durante todos esses anos, li matérias sobre a Palmirinha, a vi em vários programas de tv e quase tive um treco de “mimizice” quando ela foi ao CQC. Queria agarrar aquela senhorinha de qualquer jeito! (Calma lá, pessoal! É só excesso de carinho por ela!)

Quando Palmirinha se afastou das telinhas (na verdade ela apareceu mais e em quase todos os canais), li as milhares de matérias que escreveram e fizeram com ela. Já conhecia sua história, porém não com seus detalhes. Vê-la se emocionando toda a vez que conta sua trajetória é de encher o coração de fofura e humildade!

Que mulher! Que pessoa linda! Que família ela construiu! Que valores!

Agora toda vez que a vejo em algum lugar, solto um “óun” e minha mãe e irmã vêm correndo, porque sabem que estou falando de ninguém menos que PALMIRINHA ONOFRE!

Virei fã do site lindo dela (Vovó Palmirinha) e a sigo no Twitter (@vovopalmirinha), é claro! E ela só sabe me deixar com água na boca colocando aquelas fotos daqueles pratos deliciosos e lindos que ela faz.

Bom, chega de rasgação de seda!

Corra e leia tudo o que tiver no site dela!!! Isso é uma ordem!

Agora uma mensagem para a musa desse post:

Palmirinha, parabéns por tudo! A senhora é demais! Sou sua fã-netinha e um de meus sonhos é entrevistá-la para esse humilde blog!

Uia! Fiz uma declaração pública! XD