Vida de Mestranda: Ano novo, problema velho

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Virada de ano e a ideia fixa de que as coisas começarão diferentes. Há! Até parece!

As pendências continuam as mesmas, estão se acumulando e não consigo forma de desbloquear minha capacidade de escrever. Uma mestranda que não consegue escrever e que tem um exame de qualificação chegando. O que fazer? Não faço a mínima ideia. As distrações são inúmeras, o calor insuportável tira qualquer concentração (não que ela tenha me visitado ultimamente), o desespero aumenta e a vontade de desaparecer é a cada dia maior.

Só eu posso mudar essa situação, mas não consigo. Minha cabeça parece um quadro de Pollock. Não consigo separar as cores, as bolinhas das linhas, o que é fantástico do que é irrelevante. Palavras e mais palavras juntas, mas que não fazem sentido, ou não querem fazer sentido.

O que mais fazer para finalmente parar de ver o cursor do Word piscando e encontrar meu caminho? Como trocar a angústia pela a alegria da satisfação?

É… Quem disse que seria fácil?

Vida de Mestranda: Semana de/do saco cheio

Quando ouvimos: “Ah, semana que vem é semana do saco cheio! Não precisa ir para a faculdade!”, pessoas normais festejam, fazem planos para relaxar, como ir ao cinema no meio da tarde de uma terça-feira, ir ao shopping comprar um novo All Star, jogar bola e passar o dia inteiro na academia (academia de malhar, não na faculdade quebrando a cabeça sobre textos terríveis e ótimos).

Mestrandos e doutorandos interpretam da seguinte forma a frase animada escrita acima: “Obrigada, universo! Uma semana para tentar adiantar os zilhões de artigos científicos que preciso finalizar sem falta, organizar meus textos espalhados pela casa, começar a escrever o primeiro capítulo da dissertação, ler os 91198387328473284 textos pendentes salvos em minha área de trabalho (para chamarem a minha atenção e não sumirem no limbo do notebook), mandar e-mails para todos os professores tirando dúvidas e pedindo indicações etc. etc. etc.

E o que é que acontece? Você fica doente, sem forças, com dor de cabeça 24 horas (ao estilo Paulo da Pamonha – se não sabe o que é isso clique aqui), tem altas crises de existência, criatividade travada, não consegue ler um parágrafo sequer sem tem um siricutico nervoso, rói todos os cantinhos do dedo que sangram no fim do dia, cutuca a cabeça e a testa até sentir muita dor quando for tomar banho, almoça às 17h e janta às 2h, toma banho quando passa no banheiro para fazer xixi (a única vez do dia inteiro) e tropeça caindo dentro do box, bebe água se alguém esquece uma garrafa ao seu lado, come bala como se fosse oxigênio para as funções vitais do corpo (o novo vício são balas de gengibre com diversos acompanhamentos) etc. etc. etc.

Pois é, desespero-me e dou risada com essa fauna bizarra à qual faço (escrevi “fasso” antes de arrumar) parte. Hahahahahaha…

Vida de Mestranda

Já vi experiências de colegas em TCCs e, devido às loucuras dos últimos meses e à sensação horrível atual, resolvi criar uma série de posts sobre a vida de uma mestranda. Não achei necessário criar mais um blog, mas sim, achei bem melhor criar a categoria Vida de Mestranda e a encher de loucuras diárias por que passamos.

Estou na fase de análise, vendo o que aprendi, o que li e o que posso usar no primeiro capítulo da dissertação. A sensação é: NADA SERVEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE! (grito gutural)

O humor é um vai e vem maravilhoso. Nunca sei o que sinto. Uma risada pode conter alegria, nervosismo, desespero e uma tentativa leve de suicídio social. No entanto, passa e fico triste, com vontade de chorar e de ouvir pagode e funk por 5 minutos seguidos, sem pausa alguma (igual a suicídio para mim).

Entonces, vamo que vamo e escrivinharei mais coisas neste bloguinho o quanto antes. =P

Ufa! Agora sim…

Meus deuses! Que sufoco!

Estou passando por um mês inédito (como todos, mas esse está mais inédito), cheio de eventos sobre produção de conteúdo e comportamento na Web, eventos sobre ensino de idiomas, artigos científicos, paper, relatórios e planejamentos de atividades, inscrição em congresso, leituras e mais leituras complexas sobre comunicação, tecnologia, cultura, festival do Japão, aulas de espanhol e sei lá mais o quê. Devo estar esquecendo algo, com certeza.

E enquanto não passei aqui para soltar essas palavritas aqui, não sosseguei. Engraçado como escrevemos o dia inteiro no Facebook, no WhatsApp, no Twitter, em fichamentos de leituras e projetos, e a necessidade de escrever só aumenta e continua buzzando (fazendo um buzz constante) na cabeça.

É como se tivesse mini Paulinhas por perto sussurrando: Você é jornalista, você tem que escrever algo interessante, você quer ser escritora, você ama seu bloguinho, mesmo ele sendo devezemquandário, você é apaixonada pelas palavras (e já tem dicionários), você tem que escrever, meu! (Sim, as mini Paulinhas falam “meu” porque são super paulistanas como a mini Paula original.)

Então, deixei de resistir e passei aqui apenas para reforçar minha paixão pela escrita e pelas palavras e para indicar o mangá Diário do Futuro – Mirai Nikki, da JBC, para todos.

 

Obs.: Agora estou uns 300g mais leve. =P

O desânimo do desentendimento

O Mestrado nos traz surpresas boas e péssimas. Não queria ser tão maniqueísta assim, mas é verdade, pelo menos nesse momento.

Uma colega (muito boazinha e dedicada) e eu resolvemos aceitar um baita desafio e ler A Invenção do Cotidiano – Artes de Fazer, de Michel de Certeau. No começo, ter os neurônimos provocados foi super estimulante, começamos a pirar a cada parágrafo, discutir loucamente sobre as ideias inovadoras de Certeau.

No entanto, o que poderia ser lindo até a última linha, virou um baita de um pesadelo e colocou em xeque a felicidade de uma mestranda que lê, lê e lê e entende as coisas bem. Pode até ter dúvidas, mas no fim acaba entendendo, depois de ler umas três vezes.

Esse Certeau me deu a certeza de que não tenho a capacidade de compreender textos complexos e de que não conseguirei fazer um bom percurso no Mestrado por ser uma pessoa mediana e que não compreende as coisas.

Deuses, o que que é isso?

No desespero, fui lendo e pulando os trechos que não faziam sentido algum, ou seja, capítulos e mais capítulos, e tentei pegar a essência das coisas. E quem é que disse que encontrava essa essência?

Bom… É isso aí? Estou morrendo de medo da apresentação de segunda-feira. É isso mesmo! Não bastasse ler o ininteligível, teremos que apresentar para uma sala cheia de mestres, futuros doutores e um professor que tem pós-doc.

É… Um momento sem juízo causando tantos problemas.

Que possamos colher bons frutos compreensíveis!

 

Conquistas e desafios

Mega difícil fazer um levantamento de 2012, isso porque minha memória é péssima e começo a misturar o que aconteceu em 2012 com o que aconteceu em 2011, 2010, 2000, 1986. Mesmo assim, consigo lembrar coisas muito importantes.

A melhor notícia de todas foi a cura total de meu pai. Sim, o câncer se foi para todo o sempre! Eita, homem forte! E mamãe mostrou ser a pessoa mais companheira e mais forte de todo o universo. Ela é uma heroína! Uau! Sou filha de super-heróis! Uhuuuu…

A irmãzoca agora é gastrônoma e está cozinhando maravilhosamente bem. A Concheta, minha lombriga, agradece!

O namorado agora é pós-graduado e só me enche de orgulho! S2 S2 S2 Agora é convencê-lo a fazer mestrado. Kkkkk…

A saudade apertou em 2012 e a vontade de estar perto de amigos incríveis só aumentou. No entanto, 2013 está aí e é só marcarmos uma data! Kkkkkkkk…

Meu time decepcionou e muito, mas a paixão pelo Palmeiras se mantém a mesma, desde que nasci. Avanti, Palestra!

Um ídolo se aposentou. Chorei junto com ele e percebi que, sim, sou fã de São Marcos, muito fã! Muito mesmo!!!

Famosos queridos partiram desse mundo e fiquei triste, pois, como disse Hebe Camargo, acho que a morte (para algumas pessoas) é uma peninha. O grande número de pessoas que se foram também me assustou bastante.

Entre os queridos que se foram está meu vô Pedro. Só lembranças lindas ficarão! Para cantar para ele, Magal, meu canário da terra, também resolveu nos deixar.

E a família Gomes ganhou mais um membro: Baunilha. Uma pequenina pinscher que chegou para alegrar a família toda!

Dancei mais Gangnam Style do que qualquer outra coisa!

Virei fã do Omelete e do Make1up!

Ganhei um Xbox e estou ficando mais nerd! Kkkkkkkk…

Sinto muita falta de Harry Potter! Muita!

Vi Linkin Park, pela segunda vez em minha cidade, e New Kids On The Block! S2

A carreira como jornalista reservou surpresas e, finalmente, senti-me uma pessoa feliz e livre após meses de trabalho excessivo e pressão. E a certeza de que dei meu melhor, pensando nos leitores e até me deixando de lado, só me faz sorrir. Aprendi a fazer o certo e a não fazer o errado, vi que amizade de verdade não tem tempo ruim e sobrevive a tudo. Garanto que sou uma pessoa bem melhor agora, mas que tem muito caminho para traçar, tem.

Tornei-me professora de inglês e espanhol e tive as primeiras experiências com aquilo que quero para a minha vida toda: ensinar, inspirar, incentivar, despertar. Pesado, mas vou me preparar bem para oferecer o melhor para meus futuros alunos.

Pensando nesse futuro, li mais de 800 páginas em seis dias, fiz projeto com todo carinho e provas com a maior concentração possível. Resultado: sou mestranda! Metodista, aqui vou eu!

Minha pilha de livros cresceu. Gastei horrores na Bienal do Livro e em promoções na internet. A Livraria Cultura pensa que eu trabalho lá! Kkkkkk…

Inúmeros desafios brotaram em minha frente, todos foram aceitos.

Tive várias conquistas e é por isso que estou aqui, salvando energias para 2013, que sugará o melhor de mim!

Estou pronta!

Pode vir, Ano Novo!