O Leitor – The Reader

Ralph Fiennes e Kate Winslet tomando um banhinho gostoso na Alemanha

Ralph Fiennes e Kate Winslet tomando um banhinho gostoso na Alemanha

The Reader. Alemanha/EUA. 2008. Direção: Stephen Daldry. Com Kate Winslet, Ralph Fiennes e David Kross. 124 min.

Um rapaz de quinze anos, sai da escola, está voltando para casa, chove muito, ele não se sente bem, entra embaixo de uma pequena parte coberta (a entrade de um pequeno prédio) e passa mal. Uma das moradoras, cobradora de bonde, chega e o ajuda. Ela o leva até a rua de sua casa. O garoto adoece e fica dois meses em casa. Quando melhora, vai à casa da moça que o ajudou. Depois volta lá. E, então, começam um romance que dura apenas um verão. (Resumi uma hora de filme em poucas linhas. Isso é bom ou ruim?)

Antes do sexo, Hanna sempre pedia para Michael ler para ela. (Essa frase ficou ótima: antes do sexo… Tão sério. Hahaha…) (Daí o nome do filme, O Leitor, entende? Dãr! Besta eu!) Muitas coisas acontecem e se eu contar perde a graça. Então… Até que ela desaparece, Michael fica extremamente triste. Anos depois, o rapaz está cursando a faculdade de Direito e vai a um julgamento. Lá escuta o nome de Hanna e descobre que ela está sendo julgada por ter sido uma das guardas de Auschwitz (acertei?).

Não há uma linha cronológica. É uma mistura de presente, passado e futuro, mas nada tão complexo que não dê para acompanhar. Se eu consegui, você também consegue.

O filme inteiro roda em torno das palavras, do saber ler e escrever, e as partes que mais me emocionaram foram justamente as que tinham as palavras como personagem principal. Sim, eu chorei! Nada demais, mas chorei! Snif…

As câmeras são lindas, cada imagem, cada fotografia, cada iluminação. Belíssimos!

Kate Winslet está incrível tanto nesse filme como em Foi apenas um sonho, com Leonardo DiCaprio. Não que eu acredite tanto assim no Oscar, mas ela deveria ganhar vários prêmios por suas atuações e seu trabalho intenso.

Recomendo o filme, mas não tomem 500 ml de milkshake de ovomaltine do Bob’s antes de entrar no cinema. O filme tem 124 min. Tempo suficiente para você ficar sambando loucamente na cadeira do cinema.

 

OBS: Deixe seu comentário sobre o filme e sobre esse comentário. Posso dar mais alguma informação para ajudá-lo(a) a se decidir se vai ou não gastar um dinheirinho para conferir esse filme?

OBS2: O Leitor concorre ao Oscar de melhor filme, direção, atriz (Kate, não o Ralph), roteiro adaptado e fotografia.

Muitas histórias

Três histórias em três idas e/ou voltas do metrô Consolação para a Rua da Consolação e vice-versa.

1ª metrô-rua: Saí da estação e vi uma fila imensa nessa região. Bexigas azuis, adultos, jovens, crianças, homens e mulheres. Não descobri o que era e estava sem saco de perguntar. No HSBC Belas Artes (cinema), fui comprar o ingresso para ver Verônica (como disse que faria), mas desisti, quando vi que no mesmo horário começaria O leitor (depois, maiores detalhes). Resultado: mudança de planos. Ficaria lá até muito, mas muito tarde. Então, resolvi comer algo.

2ª rua-metrô: Voltei procurando alguma coisa gostosa para comer. A fila, imensa ainda. No caminho, vi um monte de gente passando com um milkshake de ovomaltine. Resultado: fui até o Bristol (shopping), achei o Bob’s, gastei R$ 8 e comprei 500 ml + cobertura extra. Delícia! Será que vou engordar? Juro que isso nunca passa pela minha cabeça. Como mesmo e to pouco me importando.

3ª metrô-rua: A fila, igualzinha. Não agüentei e perguntei o que estava acontecendo. Jurava que estavam distribuindo empregos, porque a fila estava enorme. Você não ta entendendo o tamanho da coisa, não é? Tava enorme, enorme. Como se fosse fila para pegar hóstia (isso é com H mesmo?) diretamente da mão do papa ou do Barack Obama. Coisas do tipo, compreende? Resultado: a Metropolitana (rádio) estava dando passaportes para o PlayCenter o dia inteiro. Ou seja, pelo tamanho da fila, que deve ter sido o mesmo o dia todo (e olha que já eram 20h), o povo realmente necessita de diversão e não tem dinheiro para isso. Preços mais baixos, please! O cinema, por exemplo, no Shopping Bourbon custa até R$ 30, por causa daquela sala IMAX, 3D, óculos doidos, conforto e o cara*** à quatro! Eu só vou no HSBC de quarta, pago R$ 4, e no Espaço Unibanco de quinta, pago R$ 2,50.

Essa história não acaba por aqui. Como estava com lombriga e desejo de milkshake de ovomaltine do Bob’s, logo que saí alegre e contente do shopping veio um menininho coma desculpa de estar vendendo chiclete:

“Compra chiclete, tia?”

Eu mal-humorada por saber qual pergunta ele faria logo em seguida a minha resposta: “Não quero, obrigada!”

“Me deixa tomar um pouco?” (claro! Depois você me devolve, tá?)

“Acabei de comprar!”

“Só um golinho?”

Eu: “…” e fui.

Peço desculpas pela maldade, mas eu tinha acabado de comprar, no more Money e ele nunca pediria uma bolacha do meu pacote nem um gole da minha água. E eu não gosto de chiclete.

Descobriu o lado sombrio de Paula, é? Juro que se tivesse um terço do conteúdo, eu dava, porém, estava cheio, cheinho, lotado. Não dá!

Calma! Relaxa! Respira! Vamos lá!

 

OBS: No próximo post… Comentários sobre o filme The Reader de Stephen Daldry com Kate Winslet, Ralf Fiennes e David Kross.

OBS2: Sai do cinema, o mundo estava caindo, molhei meu pé, peguei ônibus lotado, não consegui ver o resultado do jogo do Palmeiras na televisão do boteco, tive que ouvir o jogo do Corinthians e fizeram um gol quando liguei o mp3. É mole ou tá bom?