O frio e suas vantagens

Sei que muita gente que mora nesse “país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza”, ama o calor de 40°C pra cima que faz nessa terra, mas não é à toa que existem as estações do ano, né?! Elas devem servir para não morrermos de tanto calor, nem de tantas folhas secas, nem de tanto frio, nem de tantas flores.

Os movimentos de rotação e translação existem e, com eles, o dia e a noite e as estações do ano, certo?! Há anos (uns bilhões, mais ou menos) vivemos assim! E nossos corpinhos aprenderam a se adaptar a essas mudanças. À noite descansamos (mentira, eu prefiro trabalhar de madrugada) e de dia trabalhamos (só gastamos tempo com isso) e etc. (e sobra um nadinha de tempo pra isso).

Então, nada mais justo do que termos estações com temperaturas diferentes e, consequentemente, pessoas com suas preferências. Cada uma tem a sua! Pronto! Vivaaaaaaaaaaa! \o/ Festejemos e não briguemos! =D

Já tivemos meses de inferno, então, agora serão os meses de inverno. Com cobertores, meias, moletons, pantufas, cachecóis, luvas, toucas e muita tremedeira no ponto de ônibus. Não adianta “gritar” nas redes sociais. É inverno! Ponto!

“Mas Paula, por que você gosta de frio?”

  1. Não passo mal e minha pressão não cai (no calor, vivo mole).
  2. Saio do banho como se tivesse tomado banho de verdade e não suando como se nada tivesse acontecido.
  3. Saio de casa e chego ao meu destino inteira e cheirosa.
  4. Ao contrário do que dizem, as pessoas não ficam mais elegantes, elas ficam mais coloridas, juntando todas as roupas que esquentam, sem se preocupar com a combinação das cores (eu sou assim).
  5. Não precisa ligar o ar condicionado, levar choque térmico o dia inteiro e passar dias resfriada ou com rinite atacada (eu quase não pego gripe no inverno).

Estas são algumas das razões apenas.

Pronto, gente! Desabafei! Obrigada e não briguem com o amiguinho que gosta do frio, tá?!

Beijocas ❤

Cabruuum!

Sim, essa é uma onomatopeia de trovão utilizada em quadrinhos. No entanto, também é o nome do nosso (do Victor, meu namorado, e eu e mais um monte de colaborador maravilhoso) novo projeto que tem como meta falar sobre criatividade. A criatividade de autores, editores, artistas, diagramadores, designers, coloristas, todos envolvidos no processo de criação de um livro, um mangá, uma HQ e companhia.

Cabruuum! para nós significa o estalo que aquela ideia maravilhosa faz quando surge em nossa cabeça. Então, queremos conversar com aqueles que têm esses estalos e compartilhar com os leitores do site como funciona esse processo criativo.

Cabruuum! é texto, é foto e é vídeo!

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Beijo imenso e super empolgado!

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Produtividade, qualidade e ética

Aos 18 anos, fui apresentada a um mundo completamente diferente daquele em que eu costumava viver. Consegui um emprego e vi como as coisas funcionam dentro de uma empresa.

Amizades surgem, assim como “inimigos não declarados”. Logo descobrimos quem trabalha e quem está lá com outros objetivos. Vimos quem faz de tudo para as coisas darem certo e quem só está lá. Conhecemos quem quer aprender mais com os outros e quem só está lá.

Muitos assumem inúmeras funções, que normalmente não deveriam ser todas deles. Muitas funções assumidas são de superiores, que acabam transferindo afazeres seus para seus funcionários para ter mais tempo para apenas estar na empresa e receber o salário no final do mês ou no quinto dia útil, né?!

Infelizmente, quem trabalha muito e trabalha feliz acaba sendo visto com maus olhos por aqueles que não querem trabalhar direito e gostariam que todos fossem como eles para que a moleza deles ficasse disfarçada.

Devemos exaltar aqueles que trabalham de verdade e agradecer muito por todas as ações. A meritocracia deve existir. Aqueles que se esforçam devem ser reconhecidos. Só assim os que nos puxam para baixo por não terem a mesma vontade de fazer as coisas direito serão reconhecidos.

Justiça também se faz assim!

Confesso que não sou todos os dias a pessoa mais produtiva, mas sempre busco oferecer o melhor que posso e estudar para melhorar e não ficar estagnada. Assim corremos atrás da qualidade para nos satisfazermos e oferecer algo bom para o próximo. E a ética é trabalhada diariamente, em cada passo, em todas as ações. TODAS! De falar bom dia a agradecer por um favor, de elogiar o café a arrumar a mesa de trabalho coletivo.

E assim caminho… Com crises constantes, porém para frente.

Saudades da escola

Muitos dos meus alunos estão naquela época gostosa da escola, no ginásio, sabe?! E eles aparecem com as mochilas abarrotadas de livros e cadernos e estojo e outros materiais.

Quando peço para fazer lição de casa, eles costumam reclamar e falar que estão cheios de coisas para fazer, que têm trabalho, prova, lição etc. Digo que eles só sabem reclamar e dou risada.

Às vezes eu chorava de tanta coisa que tinha para fazer, meus pais ficavam preocupados com meu desespero, mas eu simplesmente amava a rotina da escola. A – MA – VA!

Sinto muita falta de colocar meu uniforme impecável, de separar meu material na noite anterior, de verificar minha agenda e de limpar minhas canetas (isso ainda faço). Só não decidi ainda se sinto falta de acordar cedo, mas acho que faz parte do pacote de saudades da escola.

Sempre fui nerdona, caxias e dedicada, porém falava para caramba e conversava com todo mundo. Era uma nerd modificada, entende?! Tinha, inclusive, habilidades nos esportes. Era difícil eu reclamar de algo e, quando reclamava, era de alguma injustiça ou por que queria fazer algo diferente e a escola não deixava.

Era uma aluna pró-ativa e sempre disposta a ajudar. Alguns me chamavam de puxa-saco, mas eu não ligava e me divertia todos os dias. Vivia a escola intensamente, não tinha celular para me deixar mais preocupada com o WhatsApp e o Facebook do que com minhas melhores amigas e meus professores que estavam ao meu lado pessoalmente todos os dias.

Para fazer trabalhos, íamos uma na casa da outra e ligávamos para a casa da amiga para conversar. Tenho memórias maravilhosas! E sinto falta de cada momento, dos bons e dos ruins também, responsáveis por me tornarem uma pessoa melhor, sabendo o que era certo e o que era errado.

Colégio Mater Amabilis e ETE Lauro Gomes, muito obrigada!

Compartilhar: Essa é a palavra!

Para começar, estava pensando sobre o lema desse bloguinho fofo e percebi que ele está sério demais, afinal de contas, a ideia do surgimento dele foi com base em tirar sarro do cotidiano, vê-lo com mais graça e palhaçada. Então, juro que tentarei levar a vida mais de levis (calça jeans não, Mussum).

Nesse primeiro semestre de mestrado, muito se leu, muito mais se deixou de ler, porém, o segredinho do século é “compartilhar”. Eventos, workshops, conversas virtuais e pessoais (pessoalmente seria a palavra mais correta, não?!) e a palavra “compartilhar” junto, sempre.

Guardar o que se sabe para si mesmo? Não! Aprender algo legal e não contar para ninguém? Não! Descobrir a fórmula do sucesso e deixá-la no cofre? Não! Está tudo ae, escancarado.

Daí você pensa: Mas se eu entregar o esquema, vão me atropelar!

E vão mesmo! Isso é para você se mexer, inovar sempre, pensar, criar, matutar, mexer a busanfa (com S é mais chique) e encontrar algo mais legal e mais sucesso ainda.

“Compartilhar”! Posso compartilhar tudo?

Claro que pode! Mas lembre-se de que onde se fala o que quer, pode-se ouvir o que não quer, certo?!

Internet não é terra ninguém. O que se faz no virtual tem retorno. Deus tá vendo, viu?! (Tipo briga de vó!)

Juízo, criatividade e conectividade podem ser as palavrinhas chave desse post. Ou não!

Vou compartilhar para ver se é isso mesmo!

Vão com deus palavrinhas compartilhadas!

Outra vez 10

Quando se é criança, acredita-se que a vida adulta será bem diferente, que a independência dos pais e o fato de ser grande (o que é bem relativo quando se trata de mim) são as coisas mais belas desse mundo.
Primeiro, não sou independente de ninguém. Não sei viver sozinha e não nasci para a solidão de qualquer tipo.
Segundo, o ser grande só nos afeta na altura mesmo (no meu caso, nem isso) e no aumento de responsabilidades (apenas para os responsáveis e não encostados), vai?!
Ontem as aulas do mestrado recomeçaram. E quem disse que a ansiedade que estava sentindo era diferente da ansiedade que sentia quando tinha 10 anos?
Canetas coloridas, cadernos fofinhos, régua, branquinho, nervosismo, estavam todos lá, fazendo-me companhia. A maior diferença daqueles tempos, querida década de 1990, para esses (tirando o cabelo que, modéstia à parte está muitíssimo melhor), é que como atividade de férias eu não tenho mais que fazer lições de português e matemática e colorir um desenho. Agora tenho que escrever artigos científicos, papers, fichamentos e projetos.
E essa sensação de que nada mudou tanto assim recai sobre mais e mais momentos. Praticamente todos os dias sinto que sou a mesma que enchia o saco dos meus pais perguntando se já estava na hora de voltar para a escola.
Será que isso é nerdice demais?

O que estou fazendo?

A angústia domina o corpo.

Será muito tempo em casa? Será a ansiedade de começar as atividades de 2013 da melhor forma possível? Será a insegurança de não saber, nos mínimos detalhes, o que acontecerá?

Acho que ainda não aprendi a viver no improviso, no imprevisível, no previsível, porém não garantido, no talvez, quem sabe, no vamos ver o que é melhor. Sou perfeccionista e a falta de um roteiro, às vezes (para não dizer sempre), me incomoda.

Nunca viajei para o exterior, a não ser quando tinha 11 anos de idade e fui realizar um sonho enorme lá em Orlando e Tampa. Sempre quando me imagino indo para a Inglaterra, a Irlanda, a Espanha, o Japão, a França, e todos os outros países de todos os outros continentes, me pego imaginando os rios de dinheiro que terei que economizar para conseguir ir, quantos anos terei que me matar trabalhando para conseguir dinheiro mais do que suficiente para ir e não morrer de dívidas depois, o melhor roteiro que devo fazer, a que horas chegar e sair dos lugares, se devo tirar dias para fazer o que dá na telha, quanto tempo dormir etc.

Ok, sou paranoica e não consigo relaxar! E por isso estou aqui, escrevendo esse post para ver se toda a angústia que me consome consegue diminuir e me fazer aproveitar cada segundinho dessa vida cheia de surpresas boas e repleta de surpresas ruins, com as quais aprendemos a lidar quando ela vem como uma folha ao vento e gruda em seu rosto e fica lá, tampando a visão, a respiração, a fala.

É uma superação que sufoca, é uma busca incessante para saber quem sou e qual é minha missão nesse universo, é se pegar tentando fazer o melhor e perceber que não passou de algo simples demais, é ver as forças indo embora e correr atrás de uma nova forma de recarregar a bateria, é se afogar em mundos a que não pertence para tentar ter tranquilidade mágica por alguns minutos, talvez, algumas horas.

É descobrir novas paixões, é relembrar como é bom ter paixonite aguda por sagas, bandas, séries e escritores, é se pegar sorrindo sozinha por estar satisfeita com suas atitudes, é gargalhar ao fim do dia ao ver que todos os itens da agenda foram cumpridos.

Quem sou? Como sou? Por que sou? Por quem sou? Onde sou?

Tenho que me conformar, nunca terei essas respostas. A solução é encontrar a felicidade em sonecas tiradas no sofá com a pessoa que se ama, em abraços cheios de amor nos familiares queridos, em programas divertidos com os amigos, em textos escritos com palavras escolhidas a dedo e sensações mágicas.

 

paula colorida