Crises que vêm e que vão

Às vezes, sinto que a vida é uma crise constante e é por causa das crises que a vida segue em frente, toma novos rumos, traça novos caminhos. Elas nos forçam a fazer aquela parada estratégica no posto Ipiranga para ir ao banheiro, reabastecer o carro e comer alguma coisa na lojinha de conveniência.

Sabemos que as paradas são necessárias, mas são chatas, porque nos forçam a sair da zona de conforto, nos deixam irritados por termos que gastar os neurônios que já estão cansados com a rotina. Afinal de contas, o banheiro é fedido, o combustível é caro e a comida da loja de conveniência é cara e ruim.

Finais de semestre e de ano são os períodos mais difíceis para mim. Acho-me ridícula, vejo-me com um monte de tempo gasto para nada, sinto-me um lixinho por não ter feito melhor e por não me sentir valorizada. Nunca estou satisfeita. Nunca!

Sempre acho que poderia ter feito muito mais, que sou fraca, que deveria ter feito diferente. Sou uma reclamona de marca maior, porém tento me desafiar de vez em quando para tentar mudar, tentar melhorar. Caramba! Acho que é isso que cansa!

Se ficasse de boa fazendo o mais do mesmo e o basiquinho para sobreviver, não ficava com cara de ostra por aí triste com a situação atual.

Aceitar as coisas da forma como elas são, ou tentar mudar para se sentir mais satisfeita ou não? Encostar a cabeça no travesseiro e descansar ou encostar a cabeça no travesseiro e pensar no que foi feito e no que deverá fazer? Descansar para continuar ou ficar exausta até achar uma solução que dê satisfação, pelo menos por um tempo?

Chega de mimimi… Vou lá ler e estudar!

Obs.: Sobre a foto, esse percurso cheio de pedras é a vida. E não sabemos voar. Então tem que pisar nas pedras sim e tem que calejar o pé sim.