Produtividade, qualidade e ética

Aos 18 anos, fui apresentada a um mundo completamente diferente daquele em que eu costumava viver. Consegui um emprego e vi como as coisas funcionam dentro de uma empresa.

Amizades surgem, assim como “inimigos não declarados”. Logo descobrimos quem trabalha e quem está lá com outros objetivos. Vimos quem faz de tudo para as coisas darem certo e quem só está lá. Conhecemos quem quer aprender mais com os outros e quem só está lá.

Muitos assumem inúmeras funções, que normalmente não deveriam ser todas deles. Muitas funções assumidas são de superiores, que acabam transferindo afazeres seus para seus funcionários para ter mais tempo para apenas estar na empresa e receber o salário no final do mês ou no quinto dia útil, né?!

Infelizmente, quem trabalha muito e trabalha feliz acaba sendo visto com maus olhos por aqueles que não querem trabalhar direito e gostariam que todos fossem como eles para que a moleza deles ficasse disfarçada.

Devemos exaltar aqueles que trabalham de verdade e agradecer muito por todas as ações. A meritocracia deve existir. Aqueles que se esforçam devem ser reconhecidos. Só assim os que nos puxam para baixo por não terem a mesma vontade de fazer as coisas direito serão reconhecidos.

Justiça também se faz assim!

Confesso que não sou todos os dias a pessoa mais produtiva, mas sempre busco oferecer o melhor que posso e estudar para melhorar e não ficar estagnada. Assim corremos atrás da qualidade para nos satisfazermos e oferecer algo bom para o próximo. E a ética é trabalhada diariamente, em cada passo, em todas as ações. TODAS! De falar bom dia a agradecer por um favor, de elogiar o café a arrumar a mesa de trabalho coletivo.

E assim caminho… Com crises constantes, porém para frente.

Trabalha, nego!

Lerê, lerê!

Hoje foi dia, assim como quinta e sexta também. Sai mais tarde do trabalho, um monte de coisas para fazer, uma loucura, o caos. E não é que eu gostei!? Senti-me bem útil, sabia?! Cheguei em casa cansada, só o pó, mas feliz! Também comi e capotei…

Boatos dizem que a UNIB (Universidade Ibirapuera), que fica do lado de casa, faliu, porém todos os dias aquilo lá fica cheio de gente. Ou a galera não tem realmente algo melhor para fazer, ou então diz para a mãe que vai para a faculdade e fica lá bebendo, comendo, bebendo, fechando a paddagem de duas ruas, bebendo, gritando, bebendo, ouvindo som alto pra cacete (e ruim, importante avisar), bebendo, bebendo… E não é água, é tudo o que você conseguir imaginar. Nooooooossa, como os caras bebem… Para você ter uma noção da zona, eu tenho que andar no meio da rua para conseguir passar e quase não consigo. E olha que não sou nenhuma gigante, alta, gorda, enorme de grande. Ah, tirar Xerox, trocar livros, isso ninguém faz durante o intervalo. Isso quando há intervalo, porque tem gente que só tem intervalo na faculdade. Já chega cedo que é para ter mais intervalo. Hahaha…

No caminho, na rua sombria e longa em direção ao meu condomínio (não é meu, eu não comprei o condomínio todo, só um dos apartamentos é meu. Na verdade, nem ele é meu, é dos meus pais e eu moro lá de favor desde meu segundo ou terceiro dia de vida, sabe!), tinha uns policiais com suas super mega ultra power blaster MTHFKR motos dando um chega pra lá (ou chega pra cá) na molecada fumante da rua. Os moleques são tão burros que fumam (em bando) o que quer que seja (em bando) na frente da portaria (em bando) do condomínio em que moram (em bando). Alguém ensina essas antas a fazerem coisas na muquia (caraça, escrevi muquia pela primeira vez na vida… Será que tá certo essa merda?)? Que as mães deles não vêem que estão fumando “coisas místicas” nem se acenderem na frente delas (não vêem porque não querem, entendeu?), beleza, mas os vizinhos sentem a briiiiiiiiisaaaaaaaaa…

Ah, lá tem serviço delivery também. Você pede os bagulho que eles chegam rapidinho. Não, ainda não usei esse “incrível” serviço, só vi. E já to falando demais. Os mano vai me dar uma coça daquelas. Chega!!!!!

Logo em seguida, tinha um cara adestrando um cachorro e um rato afogado inchado no meio da rua. É uma fauna completa essa rua! Afffff…

De janta, chuchu e capote no sofá… Não babei, ta? Só um pouquinho, vai! Ainda bem que o travesseiro não era meu. Hahahahaha…

 

OBS: Amanhã é dia de O Cheiro do Ralo no Espaço Unibanco Augusta. Então, pode esperar aqueles super comentários que faço. Ou não!

OBS2: Meu nome é Paula, só Paula, nada de Ana Paula, certo? Odeio quando falo Paula e dizem: Então Ana Paula! Cacete, eu falei Ana quando que eu não lembro. É Paula, Paula, nem Flávia. Acredita que já me chamaram de Flávia? E o pior é que não foi uma vez só. Raiva! P-A-U-L-A… Paaaaaauuuuuullllllaaaaaa…

OBS3: Beijomeliga e não te chamo pra sair…