Blog de Paula Cabral

Férias, merecidas férias!

Publicado por: Paula em: 19/01/2010

2010 chegou, minha vida pouco mudou, mas o descanso pleno ainda não chegou.

Depois de tanta rima (péssima), informo a todos os amigos e leitores desse bloguinho que farei crescer que sairei de férias de verdade, viajarei, relaxarei, lerei minhas revistas, meu jornal e meus livros, verei televisão, nadarei, bronzear-me-ei, comerei muito, tomarei sorvete e farei tudo a que eu tenho direito.

Minha cabeça não para um segundo sequer, minhas noites são mal dormidas, cheias de sonhos estranhos, o calor me incomoda, mas em outro ambiente, em um que eu amo, ficarei mais à vontade, mais feliz.

Estarei ligada ao mundo por meio do telefone, que não tem internet, ou seja, nada de Twitter, meu vício mais recente.

Queridíssimos, prometo voltar com acontecimentos legais e interessantes de janeiro e fevereiro.

E não se esqueçam, meu aniversário é dia 5 de fevereiro e toda demonstração de carinho é sempre bem vinda.

Amores, fica aqui todas minhas boas vibrações…

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OBS: Mamis me avisou que disseram no horóscopo que minha vida vai dar uma guinada incrível em março. O jeito é trabalhar para que isso aconteça logo! =D

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Uma nova fase?

Publicado por: Paula em: 09/01/2010

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OBS: Vem, 2010, vem! Não tenho medo de você não!

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OBS2: Pode vir quente que eu estou fervendo!

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Adeus ano velho e sem fim

Publicado por: Paula em: 30/12/2009

Mais um ano se vai e, como não poderia deixar de ser como previ, foi extremamente conturbado em todos os sentidos!

Juro que pensei em desistir, jurava que minhas forças não seriam suficientes e que fracassaria, mas aqui estou eu, viva, o que mais importa!

Termino o ano em férias e fazendo o que mais gosto: dormindo e lendo muito!

Foi em 2009 que me tornei jornalista, reencontrei pessoas queridíssimas, fiz amigos para a vida toda, encontrei caminhos e mais caminhos, descobri ser várias pessoas com a mesma essência sempre, amei, sofri, chorei, sorri, me apaixonei mais de uma vez por várias pessoas, coisas, filmes, livros, músicas, bandas, senti a brisa de leve, odiei cada segundo, cantei sozinha na rua, desejei paz e nada mais, corri para o mar, recebi abraços (mas não o bastante), comi muito, vivi bem, xinguei todo mundo, me tornei Paula e mais Paula…

Não me arrependo de nada, por que deveria? E se pudesse viveria tudo novamente.

Assim seguirei em 2010 e espero tê-los junto comigo… Dessa forma a cada dia descobrirei mais de mim e mais de alguém, a maior graça de todo o aprendizado.

Não tenho pressa e mantenho meu lema: “Tentando ser e morrendo de rir sozinha!”

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OBS: Mas a chatice sempre me acompanha… Nasceu comigo! =D

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É muito prazer!

Publicado por: Paula em: 11/12/2009

Finalmente, cinema!

Durante meses o TCC me privou de saborear a arte que mais me encanta (ou não) e, com o passar dos dias, vi filmes incríveis entrarem e saírem de cartaz. O desespero apertou, até a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo passou, mas sabia que meu dia havia de chegar.

Quando pensei que iria com uma amiga ao cinema, ela simplesmente não entendeu que eu tinha topado (isso porque somos “comunicadoras”, ou pelo menos deveríamos ser) e foi sozinha.

Tempo depois fiz o mesmo. Anunciei que assistiria Abrazos Rotos, de Almodóvar, no Espaço Unibanco da Augusta e quem quisesse que viesse comigo. Não sou de implorar por companhia, muito menos para ir ao cinema.

Cheguei cedo, li, comi, relaxei e entrei na sala.

Ah, que saudades! E quanta gente, merda! Mas assim vai!

“Agora” escrevo esse texto enquanto as pessoas chegam, acomodam-se, conversam e um casal ao meu lado briga. É, shit happens!

Começaram os traillers e a luz se apagará por completo e não verei mais a tinta verde sobre o papel branquinho.

Depois conto como foi!

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OBS: O chocolate quente pequeno (ou seja, o insosso chocolate morno minúsculo cheio de espuma) e os pães de queijo (ou seja, bolotas com casca dura e ocas sem sabor) do café são horríveis. Cinco reais jogados fora.

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Bom, o filme começou, mas estava sem som. De forma animalesca, a plateia lotada fez o favor de gritar e urrar informando o problema aos funcionários. Eu tinha achado estranho, pois o personagem, até onde eu sei, tinha ficado cego e não surdo.

Tudo voltou ao normal e, depois de muitas macaquices dos espectadores, recomeçou o filme.

Penélope sempre linda!

Teve gente conversando alto no celular, muita pipoca e garrafas pelo chão, xingamentos como “babuíno” para pessoas incomodas e, por mais incrível que pareça, ninguém ficou falando alto nem fazendo a locução do filme perto de mim e, muito menos, chutando a minha cadeira. Ufa! No mínimo isso! (Milagres acontecem!)

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Sobre la película de Almodóvar

Para começar, gostei bastante da história, da atuação e, principalmente, das imagens e câmeras de Almodóvar, como sempre, perfeitas. Mas isso não quer dizer que o filme seja tão maravilhoso assim. Ele tem outros muito melhores, porém vale a pena ir até à sala de cinema mais próxima e gastar um dinheirinho.

Mateo (Lluís Homar) e Lena (Penélope Cruz) vivem uma história intensa (cujo final, assim como o começo e o meio não contarei). História essa que mudará e marcará a vida de várias pessoas ligadas a eles, mais a Mateo, diretor de cinema que, após um acidente, fica cego e passa a assinar seus roteiros como Harry Caine.

Confesso que me perdi um pouco no vai e vem da história, porém ficou tudo bem depois de dar algumas risadas e achar algumas cenas extremamente sensíveis. (Depois minha amiga Luana disse que nesse filme passam cenas semelhantes a de outro filme do diretor, mas eu esqueci o nome agora.)

Nunca gosto de contar muito as histórias dos filmes que vejo porque, para mim, descobrir sozinha cada detalhe é o mais divertido e acredito ser assim para outras pessoas também.

Dá vontade de ver Chicas y maletas inteirinho na sequência de Abrazos Rotos!

Almodóvar é o cara! =D

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OBS: Crítica pequenina sobre um filme… Sei que não está muito bom, mas é a falta de prática. Hahaha…

OBS2: O filme é Mulheres a Beira de um Ataque de Nervos. Obrigada @fokinha…

Sensível

Publicado por: Paula em: 08/12/2009

Um carinho em forma de olhar, de gesto, de palavra, de sentimento, de energia…

Esse fim de ano me deixou assim, com a emoção à flor da pele e o que poderia ser péssimo, trazer uma dor imensa e fazer meu coração chorar noite e dia, me fez sorrir, me sentir leve, uma leveza talvez nunca antes sentida por esse alguém que se considera forte, mas que titubeia muito tentando permanecer ereta.

Sou tão humana quanto qualquer um, tanto que me puno por isso diariamente, porém outras coisas me tornam viva com prazer como um simples sorriso que diz “bom dia, Paulinha”, um e-mail enviado com carinho, uma ligação de alguém que só quer saber como eu estou, além de mensagens rápidas pelo msn contando como foi o final de semana e me mandando super beijos.

Como reclamar desse jeito? Juro que nasci de 9 meses, cesariana e reclamando por terem me tirado do quentinho ventre de minha mãe. Mas reclamo e agradeço. É sempre assim: uma reclamação seguida de um agradecimento. A quem? À natureza e mais ninguém. Às energias que fazem o universo funcionar, a Terra girar, meu coração bater e sentir cada momento, não importando como.

Obrigada!

Só isso!

Beleza e intensidade

Publicado por: Paula em: 07/12/2009

Há um tempo, não lembro o que ocorreu direito, mas ou eu recebi um comentário de Rebeca ou entrei no Néctar da Flor por acaso. Só sei que adorei os textos dessa moça e de Jota Cê.

Eles não têm vergonha de expressar o amor deles e o que esse sentimento raro e poderoso causa em cada um.

Como não sou egoísta e o que é bom deve ser dividido com os amigos, aqui coloco o link para quem, provavelmente, não se sentirá satisfeito (o que ocorrerá) apenas com essas palavras minhas sobre o blog e correrá atrás de mais e mais e mais…

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www.nectar-da-flor.blogspot.com

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OBS: Corre lá! Isso é uma ordem!


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Poder é saber

Publicado por: Paula em: 06/12/2009

Ano Novo. O fim de 2006 chegou e 2007 pede para reinar. Quem sou eu para impedi-lo?

Neguei-me a passar a virada longe do mar e para a praia fui com minhas roupas, provavelmente brancas ou roxas, não importa.

Preparei-me bem com perfume e maquiagem para aguardar 2007. A meia-noite ele chegou e fui até às águas agradecer, pois não tinha o menor direito de pedir algo.

O mar frio e sua energia disseram: Seja forte e feliz! E assim tenho feito desde então. Por mais que eu fraqueje e, muitas vezes, implore por forças e acredite não suportar, resisto e rio de mim  e de minha suposta fragilidade.

Sei que sou mais do que sinto ser, mas é uma questão de tempo, de sabedoria e de calma.

Poder é compreender, saber, e a cada dia me descubro. Caminho por entre meus segredos mais profundos, os quais nem eu contei para mim mesma.

Quando pequena, achava-me feia, desajeitada e simpática. Aos 10, 11 anos, prometi que seria bonita. E descobri a beleza em mim. Uma beleza que não está na aparência, mas sim na capacidade de entender, de respeitar, de ouvir, refletir e responder.

Não posso me recusar, tenho que me aceitar e assim sou, cheia de defeitos e qualidades com os quais estou tentando lidar e conviver todos os dias. É um trabalho árduo e sem fim.

Sei que isso pode parecer nem um pouco modesto, mas todas as mulheres deveriam saber que possuem um poder imenso e podem usá-lo para serem felizes. E ser feliz significa algo diferente para cada um e não é simplesmente aquilo que impõem (como fazer compras).

E assim vou seguindo, aguardando e vivendo momentos inesquecíveis.

À Clarice,

Publicado por: Paula em: 05/12/2009

Ontem, um amigo com o qual tenho uma relação simplesmente inexplicável, enviou-me um texto de Clarice Lispector. Ele se chama “As águas do Mundo”.

Imprimi-o e o guardei para ler no metrô, voltando para casa.

Após uma semana cheia e conturbada, repleta de sensações que me diziam o que viria, mas sem me dar certezas, deparei-me com o seguinte recado: “Li e achei a sua cara!”

O texto de Clarice começa assim: “Aí está ele, o mar, o mais ininteligível das existências não humanas. E aqui está a mulher, de pé na praia, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fez um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornou-se o mais ininteligível dos seres vivos. Ela e o mar.”

Li essas palavras iniciais e meus olhos se encheram de lágrimas.

Então ela também acreditava que as mulheres eram ininteligíveis, incompreensíveis, inclusive para elas mesmas. E essa relação com o mar a qual nunca entendi. Desde criança, passando o maior tempo possível na água salgada e há tempos sentindo-o me chamar para passar horas submersa.

Só Clarice me toca assim. Só ela sente minhas angústias, meus medos e tem as mesmas questões sem respostas que eu.

Aquela era eu, querido!

Obrigada!

Obrigada!

Obrigada!

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O texto que me despertou:

“As águas do Mundo”
Clarice Lispector

Aí está ele, o mar, o mais ininteligível das existências não humanas. E aqui está a mulher, de pé na praia, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fez um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornou-se o mais ininteligível dos seres vivos. Ela e o mar.

Só poderia haver um encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis  feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões.

Ela olha o mar, é o que se pode fazer. Ele só lhe é delimitado pela linha do horizonte, isto é, pela sua incapacidade humana de ver a curvatura da terra.

São seis horas da manhã. Só um cão livre hesita na praia, um cão negro. Por que é que um cão é tão livre? Porquê ele é o mistério vivo que não se indaga. A mulher hesita porque vai entrar.

Seu corpo se consola com sua própria exigüidade em relação a vastidão do mar porque é a exigüidade do corpo que o permite manter-se quente e é essa exigüidade que a torna livre gente, com sua parte de liberdade de cão nas areias. Esse corpo entrará no ilimitado frio que sem raiva ruge no silêncio das seis horas. A mulher não está sabendo: mas está cumprindo uma coragem. Com a praia vazia nessa hora da manhã, ela não têm o exemplo de outros humanos que transformam a entrada no mar em simples jogo leviano de viver. Ela está sozinha. O mar salgado não é sozinho porque é salgado e grande, e isso é uma realização. Nessa hora ela se conhece menos ainda do que conhece o mar. Sua coragem é a de, não se conhecendo, no entanto prosseguir. É fatal não se conhecer, e não se conhecer exige coragem.

Vai entrando. A água salgada é de um frio que lhe arrepia em ritual as pernas. Mas uma alegria fatal – a alegria é uma fatalidade – já a tomou, embora nem lhe ocorrera sorrir. Pelo contrário, está muito séria. O cheiro é de uma maresia tonteante que a desperta de seus mais adormecidos sonos seculares. E agora ela está alerta, mesmo sem pensar, como um caçador está alerta, mesmo sem pensar. A mulher é agora uma compacta e uma leve e uma aguda- e abre caminho na gelidez que, líquida, se opõe a ela, e no entanto a deixa entrar, como no amor em que a oposição pode ser um pedido.

O caminho lento aumenta a coragem secreta. E de repente ela se deixa cobrir pela primeira onda. O sal, o iodo, tudo líquido, deixam-na por uns instantes cega, toda escorrendo – espantada de pé, fertilizada.

Agora o frio se transformou em frígido. Avançando, ela sobre o mar pelo meio. Já não precisa da coragem, agora já é antiga no ritual. Abaixa a cabeça dentro do brilho do mar e retira uma cabeleira que sai escorrendo toda sobre os olhos salgados que ardem. Brinca com a mão na água, pausada, os cabelos ao sol quase imediatamente já estão endurecendo de sal. Com a concha das mãos faz o que sempre fez no mar, e com altivez dos que nunca darão explicação nem a eles mesmos: com a concha das mãos cheia de água, bebe em goles grandes, bons.

E era isso o que estava lhe faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem. Agora está toda igual a si mesma. A garganta alimentada se constringe com o sal, os olhos avermelham-se pelo sal secado pelo sol, as ondas suaves lhe batem e voltam pois ela é um anteparo compacto.

Mergulha de novo, de novo bebe mais água, agora sem sofreguidão pois não precisa mais. Ela é a amante que sabe que terá tudo de novo. O sol se abre mais e arrepia-a ao secá-la, ela mergulha de novo: está cada vez menos sôfrega e menos aguda. Agora sabe o que quer. Quer ficar de pé parada no mar. Assim fica pois. Como contra os costados de um navio, a água bate, volta, bate. A mulher não recebe transmissões. Não precisa de comunicação.

Depois caminha dentro da água de volta à praia. Não está caminhando sobre as águas – ah, nunca faria isso depois que há milênios já andaram sobre as águas – mas ninguém lhe tira isso: caminhar dentro das águas. Às vezes o mar lhe impõe resistência puxando-a com força para trás, mas então a proa da mulher avança um pouco mais dura e áspera.

E agora pisa na areia. Sabe que está brilhando de água, e sal e sol. Mesmo que o esqueça daqui a uns minutos, nunca poderá perder tudo isso. E sabe de algum modo obscuro que seus cabelos escorridos são de náufrago. Porque sabe – sabe que fez um perigo. Um perigo tão antigo quanto o ser humano.

Clarice Lispector. In: Felicidade Clandestina: José Olympio, 1975.

Nota 10!!!

Publicado por: Paula em: 27/11/2009

Muito se leu nesse blog sobre um tal de TCC e nessa quinta-feira aconteceu a banca, aquela que definiria minha nota e minha saída com glória ou não da faculdade!

E o resultado foi esse:

10! 10! 10! 10! 10!

Esse ser humano aqui tirou 10 e está saltitante até agora!

Só recebi elogios e toques do professor de História da Gastronomia da Anhembi-Morumbi, Ricardo Maranhão, além das palavras emocionantes de J. S. Faro, que me deu aula no primeiro ano, me ajudou com minha iniciação científica e a aprovou, me indicou várias leituras, e blogs, e tudo o mais. Até o Zine Qua Non foi citado!

Agradeço a todos pela paciência e torcida…

Para quem quiser checar meu livrinho, aqui está o link:

http://www.4shared.com/dir/23741629/ece55af8/TCC.html

Obrigada

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OBS: Aguardem novos posts… Minha cabeça está voltando a pensar aos poucos!

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Amar: verbo?

Publicado por: Paula em: 29/10/2009

Queria não ter medo de amar, de me entregar, de ser intensa como sempre fui…

Não digo isso somente com relação a alguém do sexo oposto, mas também a pequenas coisas como algodão-doce, chocolate, livros, série de tv ou qualquer outra coisa altamente apaixonante. Acho que o medo de não poder ter aquilo que quero quando preciso é maior.

Ainda não sei se isso me traz muita dor ou se me torna mais serena. Isso é algo que só saberei com o passar do tempo. Enquanto isso vou provando pelas beiradas o prato quente. Espero não deixar esfriar demais. Comida requentada não é a mesma coisa.

Também dói saber que outro alguém sente coisas semelhantes. Saber que alguém tenta esquecer, apagar lembranças, excluir rastros e construir algo novo em bases inexistentes ou então, até o momento, invisíveis a seus olhos.

O bom é que me controlo um pouco mais e diminuo a ansiedade, a vontade de ter alguém me ligando, de ligar para alguém a todo momento, de receber mensagens, e-mails, cartas, músicas, abraços apertados de saudades… Nada substituirá o que sinto quando qualquer uma dessas coisas acontecem. Mas tem que vir de quem quero! De quem não sofre por isso, de quem não tem obsessão, de quem não tem dependência, de alguém que goste de minha presença, de como sou sem trocar uma coisinha sequer, pois sei que não é possível mudar minha essência.

Mas em breve estarei leve, sem pensamentos pesando sobre mim e serei levada pela brisa. Enfim conseguirei chorar e deixar de sentir um nó em meu peito que não se desfaz de jeito nenhum.

Será isso a LIBERDADE?

EU…

Paulistana, palmeirense, jornalista, chocólatra, musicólatra, leiturólatra, cinemólatra, curtólatra, cqcólatra, festólatra, blogólatra, zinólatra, linguólatra e fácil de agradar… Simplesmente tentando ser e morrendo de rir sozinha!

CONTATO:

zinequanon@gmail.com

DEVEZEMQUANDÁRIO

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